Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Magistrada e servidoras do TJDFT palestram sobre violência doméstica em Planaltina

por CS — publicado 19/04/2023

Audiodescrição: Juíza Gisele Sertã e assessora de gabinete Wéllida Brito sentadas às mesa no Palco do Auditório onde foi realizado o evento. A juíza é uma mulher branca de cabelos pretos lisos, veste uma camisa branca. Wéllida é uma mulher branca, de cabelos cacheados e castanhos, veste uma camisa branca e um terninho vermelho.A Juíza substituta do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Planaltina, Gisele Sertã, participou, na última quinta-feira, 13/4, do “Papo Feminino”, evento realizado pelo CREAS da cidade para promover a reflexão e a conscientização sobre violência doméstica e de gênero.  

A assessora de gabinete, Wéllida Brito, e a psicóloga Priscila Parada, do Núcleo Judiciário da Mulher (NJM) do TJDFT, também participaram da palestra, que reuniu cerca de 120 mulheres atendidas pelo CREAS na região e contou, ainda, com apresentações de violino e ballet. 

As convidadas abordaram temas como os impactos da violência doméstica na vida das mulheres; os fatores de proteção para evitar a reiteração de condutas violentas; as formas de violência; como funciona o ciclo de violência doméstica; medidas protetivas e as consequências do descumprimento; bem como o sistema de monitoração e proteção oferecido pela Justiça do DF, que inclui os serviços do Provid/DF e os aplicativos Viva Flor, Dispositivo Móvel de Proteção à Pessoa (DMPP) e tornozeleira eletrônica.  

Audiodescrição: imagem do auditório onde foi realizado o evento com a presença de cerca de 120 pessoas, todas sentadas.Segundo a magistrada, o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher depende do envolvimento de toda a sociedade e é de extrema importância o trabalho em rede. “As causas da violência doméstica são diversas, de modo que são muito importantes os grupos reflexivos de mulheres e homens, espaços de reflexão em que são possíveis atribuir um novo sentido à passagem pela Justiça”, explica.  

A Juíza avalia que o contato com a população é imprescindível para a qualidade da prestação jurisdicional, pois é por meio dessa aproximação que se tem conhecimento das dificuldades enfrentadas pelas vítimas para registrar ocorrência policial, requerer medidas protetivas e às relacionadas ao próprio trâmite processual da Justiça.  “A aproximação da Justiça com a comunidade cria um canal de comunicação para fortalecer a proteção da vítima e mostrar o compromisso do Judiciário no enfrentamento da violência doméstica”, pondera a magistrada.