Livros sobre o cotidiano do Tribunal e a identidade judaica são lançados no Memorial TJDFT
O Memorial TJDFT – Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte recebeu, nesta quarta-feira, 13/11, o lançamento dos livros “Na sala da Justiça”, da Juíza do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Gabriela Jardon, e “Resistência Cultural num espaço ‘transmaterial’, o significado do templo para a identidade judaica”, do servidor Diego Lopes da Silva.
O 1º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Desembargador Roberval Belinati, parabenizou os autores e acolheu os convidados do evento. “Em nome da 1ª Vice-Presidência, é com enorme satisfação e alegria que agradeço a presença dos servidores, amigos, familiares dos autores e do público em geral. Estes momentos são especialmente relevantes, lembrando-nos que, mesmo na seriedade de nossas funções, há espaço para a arte, a contemplação e a inspiração”, saudou o Desembargador.
No livro “Na sala da Justiça”, a Juíza Gabriela Jardon apresenta o universo forense por outras perspectivas, a partir de coletânea de contos sobre o cotidiano do Tribunal. As histórias foram originalmente publicadas em coluna que a autora mantinha no portal Metrópoles e, após curadoria, foram reunidos na obra. “O livro nasce da matéria humana, de um dos aspectos mais fascinantes que temos na magistratura, que é o de chegar perto do ser humano, de seus sentimentos. É uma tentativa de deixar o registro disso tudo para a posteridade”, divide a Juíza.
Em “Resistência Cultural num espaço ‘transmaterial’, o significado do templo para a identidade judaica”, o autor e servidor do TJDFT, Diego Lopes da Silva, traz uma análise geográfica e espacial para identificar de onde vem o senso de pertencimento dos judeus. “Sempre tive muita afinidade com o tema das religiões, mas queria dar uma abordagem um pouco diferente da tradicional dada pela historiografia contemporânea”, explica. O autor explora a construção e consolidação da cultura judaica ao longo da história a partir da língua hebraica e da religião, com destaque para o simbolismo do templo.
A Secretária da Gestão da Informação e do Conhecimento, Gabriela Mendes, homenageou os autores da tarde com o poema de sua autoria “Rascunho” e destacou a força do processo criativo da escrita. “A caneta é instrumento de grande poder, uma varinha de condão que transforma a inspiração em palavra. O caldeirão que opera a magia da escrita, no entanto, não é a mente, mas o coração. Que essa caneta continue sendo um instrumento de transformação para vocês”, disse.
Após o discurso das autoridades e apresentação das obras, os autores receberam os convidados para sessão de autógrafos.
Também prestigiaram o evento o Juiz Auxiliar da 1ª Vice-Presidência, Luis Martius Junior, e o Assessor da 1ª Vice-Presidência do TJDFT, Jovaldo dos Santos, bem como magistrados(as), servidores(as) e familiares dos autores.
Os lançamentos foram contemplado pelo Edital nº 8/2023, para o calendário cultural de 2024, que regulamenta a seleção de exposições de arte e lançamentos de livro no Memorial TJDFT, unidade vinculada à 1ª Vice-Presidência do Tribunal, presidida pelo Desembargador Roberval Belinati.
Visite o Memorial
Inaugurado em 2010, durante as comemorações do cinquentenário do TJDFT, o Memorial TJDFT tem por missão divulgar a memória do Tribunal, além de pesquisar, preservar e difundir a história da Justiça da capital brasileira. O museu abriga documentos, processos históricos, fotos e peças que contam a trajetória do Judiciário na capital.
O Memorial TJDFT está localizado no 10º andar do Bloco A, ala A, do Fórum de Brasília. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, e permite visitas espontâneas ou monitoradas. Para agendar visitas monitoradas, entre em contato por meio do e-mail memoria@tjdft.jus.br ou dos telefones (61) 3103-5894/5893.
Fotos: Dimmy Falcão