Corregedoria do TJDFT celebra primeiro ano de gestão

Em sua fala de abertura, o desembargador Mário-Zam Belmiro Rosa fez uma retrospectiva dos primeiros 365 dias à frente da Corregedoria e lembrou feitos como a criação da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e o Adolescente do Distrito Federal (Vara Henry Borel), que foi aprovada por unanimidade pelo Tribunal Pleno do TJDFT e rapidamente instalada, com apoio da Corregedoria e da 1ª Vice-Presidência.
Além disso, houve a implementação do Juiz das Garantias (Resolução 24/2024); mutirões da Corregedoria; apoio às varas de violência doméstica com empréstimo de servidores; mutirão na Vara de Execuções Penais (VEP) nos processos de progressão penal; entre outras ações. “Ouvimos os elogios e eu digo, não, não sou somente eu, é uma equipe de êxito, desde o meu gabinete até quem está lá na ponta, atendendo um cidadão simples, humilde. Assim, o desafio é que nós continuemos nos esforçando para prestar o melhor serviço à sociedade”, observou.

O corregedor afirmou, ainda, que, com espírito de cooperação e compromisso é que a Corregedoria vai enfrentar os desafios futuros e continuar a servir a sociedade com Justiça e eficiência. “Assim, eu agradeço a todos e a todas que entraram nesta corrida. O time vai chegar ao final, certamente marcando muitos gols, para a nossa alegria sim, mas para o bem da sociedade”, garantiu.
O juiz auxiliar da Corregedoria Caio Brucolli parafraseou o jurista José Carlos Barbosa Moreira ao dizer: “Discursos, convém que sejam poucos, se possível, que sejam bons; em qualquer caso, que sejam breves”. Assim, falou dos projetos futuros da pasta para a segunda metade do mandato, que estão em fase de estudo, alguns sendo implementados, entre eles projetos envolvendo novas ferramentas de IA e o aprimoramento das que o TJDFT já possui. “Com a colaboração de cada um de vocês todos teremos o que colher no fim dessa gestão”, declarou.
A juíza auxiliar da Corregedoria Monize Marques destacou a importância do serviço e do servir. “Nós fomos chamados para servir, servir é uma virtude daqueles que sabem quem são, porque nem todos gostam de servir. Quando a gente percebe que a pessoa tem dificuldade de servir, a gente consegue identificar que ela tem uma crise de identidade, porque servir é uma virtude para poucos. Eu agradeço muito a Deus a oportunidade de servir com vocês, pois isso traz ainda mais sentido para aquilo que a gente está fazendo. A gente comemora de verdade”.
Por sua vez, o juiz auxiliar da Corregedoria João Marcos Guimarães Silva falou sobre o papel da Corregedoria. “Quero agradecer ao corregedor pela confiança que deposita diariamente em nós. Ele acredita em nós e em cada servidor. O nosso propósito na Corregedoria é distribuir Justiça e, quando falamos em distribuir Justiça, a nossa meta é a pessoa, o usuário que está em cada local e em cada região do Distrito Federal esperando sua porção do direito. Para fazer a alegria do povo que pega o seu legado do direito, precisamos sempre de arregimentar pessoas. E as pessoas são vocês. Foi no talento e na inteligência de cada um dos que aqui estão que encontramos a nossa inspiração e nós somos movidos de inspiração”.

Um dos convidados do evento foi o tabelião Hércules Benício, que demonstrou a atuação diversificada e extrajudicial da Corregedoria. O notário representou a Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal (Anoreg-DF). “Para a Anoreg, é uma grande honra ter sido convidada para esse evento festivo. Cientes da importância dos serviços notariais na prevenção dos conflitos e na preservação de regularidade dos negócios jurídicos, tabeliães de notas, na gestão do desembargador Mário-Zam Belmiro Rosa, produziram 11.200 escrituras de inventários, partilhas e divórcios, representando 11.200 processos a menos para o Judiciário”, enumerou. “Precisamos evitar que o juiz seja incomodado por algo que não envolve conflito. Então, notários e registradores estão nesse ambiente de prevenção e também na Justiça direta da paz social. É interessante dizer que, desses, 11.275% representam as escrituras de inventários, os 25% são de divórcios”, contabilizou o tabelião.
O secretário-geral da Corregedoria, Alexandre de Aquino, também abordou sobre algumas ações desenvolvidas no primeiro ano de gestão e agradeceu o comprometimento de todas as equipes. Entre os trabalhos realizados, citou as ações de inclusão como o Registre-se, o PopRuaJud e o Solo Seguro, todas em parceria com a Anoreg-DF. Foram criados também os Pontos de Inclusão Digital (PIDs) nos fóruns do DF e o Dia de Inclusão Digital. “Agradeço o apoio e compromisso de todos os servidores e gestores com as nossas atividades”.
Em seguida, no Espaço Flamboyant, os gestores e suas equipes confraternizaram em um pequeno coquetel.
Fotos: Rafael Victor