Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Dia do Voluntariado: redes que inspiram, pessoas que transformam

por AML — publicado 28/08/2025

Audiodescrição: O fisioterapeuta Hedian Nogueira Gomes usa jaleco e atende uma mulher que está deitada em uma maca à sua frente.

No dia 28 de agosto, é celebrado o Dia Nacional do Voluntariado. A data foi criada em 1985 para reconhecer pessoas que dedicam parte de seu tempo, talento e energia para transformar a vida de outras pessoas e fortalecer a comunidade.

No Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), uma das práticas mais longas, conhecidas e premiada, é a Rede Solidária Anjos do Amanhã (RSAA). Com quase 20 anos existência, a rede conecta voluntários a crianças, adolescentes e famílias atendidas pela Justiça da Infância e da Juventude. A atuação abrange os eixos saúde, educação, cultura, esporte, lazer e oferece desde atendimentos médicos até mentoria e inserção no mercado de trabalho.

O fisioterapeuta Hedian Nogueira Gomes, voluntário da RSAA, atende jovens em situação de vulnerabilidade. Ele conta que como foi ajudar um adolescente a recuperar o movimento do braço. “Ele chegou com tanto medo de profissionais da saúde. Aos poucos ele foi adquirindo confiança [...] até o momento em alcançamos a reabilitação [...]. Foi extremamente gratificante ver aquele adolescente falando em praticar esporte, estudar...”.

Além da RSAA, o Tribunal promove e estimula várias outras atuações. Por mais diferentes que sejam as atuações, os(as) voluntários(as) compartilham a mesma convicção: uma experiência que enriquece não apenas quem recebe, mas também quem doa. Seja em ações sociais, na conciliação de conflitos, no cuidado com a saúde ou na inspiração de jovens. O que os une é o desejo de construir uma sociedade mais justa, solidária e humana.

Histórias que inspiram

Audiodescrição: O juiz Gabriel Coura fala para alunos do ensino fundamental. Eles estão no Tribunal do Júri do Fórum de Brasília.Para o juiz Gabriel Moreira Carvalho Coura, palestrante do programa Conhecendo a Justiça do DF, a experiência com estudantes do ensino fundamental é uma forma de aproximar o Tribunal da sociedade.

O magistrado conta que, em uma das participações, viu uma aluna realizar o sonho de vestir a toga e assumir, mesmo que por alguns minutos, o papel de juíza. 

“A felicidade e a animação dela enquanto desempenhava o papel foram contagiantes. Esse momento renovou minha paixão pela magistratura e meu orgulho por integrar o TJDFT”.

A conciliadora Eliane Saldanha, profissional de Tecnologia da Informação, encontrou, no voluntariado do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e de Cidadania Virtual 2 (e-CEJUSC 2), uma oportunidade de aplicar o Direito de forma prática e ajudar pessoas a resolverem conflitos cotidianos.

Audiodescrição: Kesya Alves de Oliveira e grupo de servidores voluntários do PopRuaJud

“Ser voluntária tem um significado muito importante para mim, pois sempre quis doar meu tempo para alguma atividade que entendia ser útil ao cidadão. Ao mediar conflitos cotidianos sinto que de certa forma estamos ampliando o acesso à Justiça. É uma experiência maravilhosa que impacta a nossa vida e todos ao nosso redor”.

A voluntária Kesya Alves de Oliveira, servidora do TJDFT, lembra do trabalho no PopRua Jud, ação voltada para pessoas em situação de rua. Para ela, a maior recompensa foi ver a alegria de quem se sentiu tratado com dignidade e respeito.

Audiodescrição: Francita Monteiro na sala Espaço Nosso.

“O voluntariado é algo que me faz ter contato com realidades diferentes da que vivo habitualmente e me enriquecem enquanto ser humano. Experimentem, ao menos uma vez na vida. Faz bem para a alma!”, explica.

Outra servidora, Francita Monteiro, se colocou a serviço do TJDFT por meio do projeto Espaço Nosso, no fórum do Núcleo Bandeirante/DF. A iniciativa promove atividades como meditação, Aromaterapia e Reiki para o público interno.

“É um ambiente de acolhimento (onde) ofereço cuidados que auxiliam no alívio de ansiedade, medo, tristeza, cansaço e desânimo. Cada sorriso de alívio é a confirmação de que vale a pena. Servir ao próximo engrandece a alma e me aproxima do meu propósito de vida”.

Programa Justiça Comunitária

Audiodescrição: Voluntário do Programa Justiça Comunitária (PJC) do TJDFT posam para foto

Há 25 anos, o  Programa Justiça Comunitária (PJC) do TJDFT capacita moradores das comunidades de Ceilândia, Taguatinga e Samambaia para atuarem como Agentes Comunitários de Justiça e Cidadania.

Hoje, o programa concentra esforços na valorização da pessoa idosa e em iniciativas como o Projeto Esperançar, que mobiliza comunidades vulnerabilizadas para a defesa de direitos e a convivência pacífica.

“Os agentes comunitários são elementos essenciais para a construção de um saber verdadeiramente local. A eles, nossa mais profunda gratidão e reconhecimento. Vocês são a prova viva de que a Justiça pode — e deve — nascer do coração da comunidade”, declara Antônio Ricelle Muniz Ferreira, servidor que atua programa e servidor do TJDFT.

Um convite à ação

Neste Dia do Voluntariado, o TJDFT celebra o trabalho altruísta e humanitário de cada magistrado(a), servidor(a), colaborador(a) e cidadão(ã) que dedica parte do seu tempo para o bem coletivo. O exemplo de todos mostra que podemos transformar realidades e de renovar a esperança em dias melhores. Basta uma atitude simples para fazer diferença na vida de alguém — e, muitas vezes, também na sua.

Conheça o Programa Conhecendo a Justiça do DF.
Saiba mais sobre conciliação e mediação no TJDFT.
Acesse a página do programa Justiça Comunitária do TJDFT.