Juíza do TJDFT Edi Bizzi compartilha experiências marcantes no Programa História Oral

A convidada é natural de Carmo do Paranaíba (MG), filha de produtores de leite e a sétima de uma família com dez filhos. A magistrada é bacharel em Direito pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB) e especialista em Direito Civil e Processo Civil. É casada, tem dois filhos e mora em Brasília desde seus 15 anos.
Antes de ingressar no TJDFT, foi analista judiciária no Supremo Tribunal Federal (STF) e atuou no gabinete do, então, ministro Celso de Mello. A juíza tomou posse como magistrada em 1996 e foi promovida a titular em 2000, pelo critério de antiguidade. Ao longo da carreira, exerceu a função de juíza eleitoral na 11ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, foi diretora do Fórum de Planaltina e do Fórum José Júlio Leal Fagundes e coordenou os Juizados Especiais Cíveis. Atuou como suplente nas turmas recursais a partir de 2009, sendo designada para a 3ª Turma Recursal em 2014 e efetivada na função em 2022.

Durante a entrevista, a magistrada relembrou passagens marcantes da vida pessoal e profissional, como o período em que viveu na África do Sul e presenciou, in loco, a libertação de Nelson Mandela e a transformação do país. Segundo ela, a experiência foi profundamente enriquecedora e representou um marco em sua trajetória. Ela também destacou a importância da família, o compromisso com a prestação jurisdicional de qualidade e a satisfação em exercer a magistratura. “Extrair uma verdade dos autos que convença do acerto da decisão é o que me inspira no dia a dia”, afirmou.
Participaram da gravação o juiz auxiliar da 1ª Vice-Presidência, Luis Martius Junior; secretária de Gestão da Informação e do Conhecimento, Gabriela Peñaloza; Vanessa de Souza Dias Rocha, titular do Núcleo de Apoio à Preservação da Memória Institucional (Nuami); e Guilherme Guth de Paiva, substituto do Núcleo de Apoio à Preservação da Memória Institucional (Nuami).
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.
A entrevista completa será disponibilizada, em breve, no canal oficial do TJDFT no YouTube.
Acesse as fotos da gravação no Flickr do TJDFT.
Fotos: Dimmy Falcão