Desembargador do TJDFT participa de debate sobre judicialização da saúde suplementar

Ao iniciar a palestra, o magistrado lembrou que o direito à saúde, por sua natureza, exige prestações positivas do Estado, o que significa alocação de recursos escassos e escolhas difíceis. “Há sempre uma tensão entre desejo e possibilidade. Tudo o que se garante a alguém precisa ser retirado de algum outro espaço do orçamento público”, disse.

O desembargador analisou, ainda, o impacto das decisões judiciais baseadas exclusivamente na prescrição médica individual. O magistrado lembrou que decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) reforçam a necessidade de critérios técnicos, evidências científicas e análise administrativa prévia para concessão de tratamentos não previstos. “O juiz não pode fundamentar sua decisão apenas no relatório do médico. É preciso considerar eficácia, segurança, alternativas terapêuticas, além da posição regulatória vigente”, pontuou.

O diretor do IPASGO Saúde, Rafael Luz, também participou das discussões. O debate foi mediado pela vice-presidente da Comissão de Saúde Suplementar da OAB/DF, Vivian Arcoverde, e pelo membro consultor da Comissão de Processo Civil da OAB/DF, Mike Carvalho. O debate também foi acompanhado por Paula Francisca, secretária-geral da Comissão de Saúde Suplementar, e de Luiz Henrique Krassuski, presidente da Comissão de Processo Civil.
Com informações e foto da OAB-DF
Fotos: Alex Bandeira