Desembargadora Fátima Rafael é entrevistada para o Programa História Oral

Filha mais velha de Espedito Ângelo Rafael, juiz aposentado do TJDFT, e de Laura Pacheco, Fátima Rafael nasceu em Goiânia/GO, em 1956. É graduada em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e especializada em Processo Civil pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF).
Sua vida profissional se iniciou como advogada na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Aos 25 anos, foi aprovada como servidora do TJDFT, onde trabalhou na área de gestão de pessoas e, posteriormente, como diretora da 6ª Vara Criminal de Brasília. Foi nesse local, sob o comando do então juiz Edson Smaniotto que viu despertar seu interesse pela magistratura. Nesse ponto, já atuava como docente na AEUDF. “Isso me ajudou a estudar”, declara a magistrada. A aprovação no concurso da magistratura veio em 1992.
Na entrevista, relata o momento de maior dificuldade vivido, a viuvez aos 28 anos após um acidente que tirou a vida do primeiro marido. “Sempre tive muito apoio. Não digo que a vida me jogou em um beco sem saída. As coisas acontecem e temos que enfrentá-las. Sempre tentei dar o melhor de mim diante das oportunidades e dificuldades”, afirma.
A entrevistada falou ainda sobre questões atuais que envolvem o Poder Judiciário, como as eleições para composição da administração dos tribunais. “Nós temos uma carreira que se constrói com o tempo. Acho a antiguidade um critério justo e acessível a todos”. E completa dizendo que não acredita que homens e mulheres decidam de formas diferentes. “Nós mulheres, para chegarmos a uma decisão, vamos por caminhos diferentes. Conseguimos ser racionais sem deixar o coração de lado. E muitas vezes, acredito que somos mais duras que os homens”, enfatiza a desembargadora Fátima Rafael.
Sobre o presente e o futuro, afirma que o TJDFT tem adotados medidas muito boas, como o uso da Inteligência Artificial (IA) e os constantes cursos de aperfeiçoamentos oferecidos. E finaliza, agradecendo a Deus pelos bons e maus momentos, ao Tribunal por todas as chances oferecidas e por ter encontrado em sua vida as pessoas boas com quem trabalha. “As pessoas do meu gabinete, têm a mesma vontade que eu, de ver a Justiça ser entregue em cada processo.”

A entrevista completa estará disponível em breve no canal do TJDFT no YouTube.
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Fotos: Rafael Victor