Juiz do TJDFT João Paulo das Neves compartilha sua experiência no programa História Oral

O magistrado nasceu em Brasília, filho de Abadia Francisca das Neves, figura central em sua formação e inspiração. Criado em Taguatinga em uma família humilde, recorda com orgulho suas origens e a importância da educação em sua trajetória. Graduado em Direito e em História, com especialização em Direito Civil e mestrado pela Universidade Católica de Brasília, o entrevistado ressalta que suas formações se complementam e ampliam sua visão humanista.
Antes de ingressar no TJDFT em 1998, atuou como agente administrativo na Secretaria de Saúde do DF, foi professor de História, oficial de Justiça e defensor público. De acordo com João Paulo das Neves, essas experiências ampliaram seu repertório jurídico e humano.
“Eu pensava que a magistratura era quase impossível. Impossível, né? Só quem fosse de classe média, classe média alta, que teria essa possibilidade de chegar à magistratura”, declarou.
Como juiz, passou por diversas áreas: varas criminais, cíveis, de família, de órfãos e sucessões, juizados especiais e Justiça Eleitoral. Atuou também como diretor do Fórum de Ceilândia e, desde 2012, exerce a titularidade da 2ª Vara de Família e de Órfãos e Sucessões da circunscrição de Ceilândia (2VFOSCEI), unidade marcada pela intensidade emocional dos casos e pela complexidade jurídica típica do Direito de Família.
Durante a gravação, o magistrado relembrou desafios, como o julgamento de um ex-aluno; comentou sobre a segurança da urna eletrônica e a seriedade do processo eleitoral brasileiro; e compartilhou aspectos de sua rotina de estudo e preparação para concursos.

A entrevista completa estará disponível em breve no canal do TJDFT no YouTube.
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.