Disponível entrevista da Desembargadora Ana Maria Cantarino para o programa História Oral

Nascida em Vila Matias/MG, na fazenda de seu avô, Antônio Ferreira de Almeida, a Desembargadora Ana Maria chegou em Brasília, em 1979. Fez todos os seus estudos na rede pública, tanto em Minas Gerais quanto no Distrito Federal, e passou na primeira tentativa para o curso de Direito do Centro de Ensino Unificado de Brasília (UniCEUB). Trabalhou de dia e fez o curso de Direito à noite até se formar em 1988. "Para você conseguir as coisas, a não ser que você tenha nascido em um berço de ouro, você tem que lutar”, disse.
Foi advogada por cinco anos e passou no concurso para a magistratura do DF e dos Territórios em 1993. O fato que mais a marcou, enquanto ainda era Juíza de Direito Substituta, foi um caso de homicídio, quando decidiu “pedir as forças policiais que isolassem o quarteirão do Fórum de Sobradinho” para impedir o possível linchamento do réu durante seu interrogatório.
Ao longo da entrevista realizada pelo 1º Vice-Presidente do TJDFT, Desembargador Roberval Belinati, ela relembrou quando assumiu a 2ª Vara de Órfãos e Sucessões de Brasília, em 2012, em que, devido à complexidade de alguns casos, às vezes passava seu final de semana todo “estudando apenas um processo”. Citou ainda que quando era convocada para o 2º Grau de Jurisdição “não tínhamos nada, não tinha assessoria, não tinha gabinete”. Na ocasião, falou também sobre sua família e o trabalho na 5ª turma cível. Ao final, disse que "as pessoas têm que lutar pelo que querem, têm que ir além”.
Ao elogiar a atuação da Desembargadora Ana Maria, o 1º Vice-Presidente do TJDFT declarou que a magistrada que "tem a fama de sempre trabalhar muito, sou testemunha".
Você pode assistir à entrevista por aqui.
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT. Os depoimentos trazem um pouco da história do Tribunal desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje. O objetivo é manter viva a história do Judiciário da capital do país. Todas as entrevistas estão disponíveis na página do Memorial TJDFT.
O programa, criado e inicialmente conduzido pela Desembargadora Maria Thereza Braga Haynes, teve início em 2008. Em 2024, foi retomado pela 1ª Vice-Presidência do TJDFT, responsável pela manutenção do acervo histórico e pela Memória do Tribunal. A Associação dos Servidores da Justiça do Distrito Federal (Assejus) apoia o Tribunal na implementação do programa.
Acesse a página do Programa História Oral e saiba mais sobre a história da Justiça do DF. Você também pode assistir a playlist do programa no YouTube.