Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha: conheça servidoras negras que são lideranças no TJDFT

Segundo dados do IBGE, no Brasil, mais de 55% da população é negra. Ciente de que ninguém melhor do que as próprias mulheres negras para conhecer e falar sobre suas realidades, a campanha Sementes da Equidade entrevistou duas servidoras negras que são lideranças no TJDFT: Letícia Custodio, supervisora substituta da Coordenadoria da Mulher, e Lianne Oliveira, também servidora da unidade.
De acordo com Letícia, “a presença de nós, mulheres negras, no TJDFT contribui para romper os muros do racismo que estruturam a sociedade brasileira. Somos parte da construção de um Judiciário mais justo, inclusivo e representativo do povo brasileiro. Existimos — e nossa presença merece ser celebrada.”
Lianne é servidora do Tribunal há 25 anos e trabalhou como assistente social e gestora ao longo dessa trajetória. Para Lianne, sua atuação no Judiciário contribuiu para a promoção de uma Justiça mais inclusiva ao sugerir a capacitação de servidores(as) sobre as interseccionalidades de gênero e raça e para o atendimento humanizado de mulheres negras. “Além disso, colaborei ao promover visibilidade quanto à competência de servidoras negras no TJDFT nas mais variadas funções”, afirma.
A data
O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é fruto do I Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, que se reuniram na República Dominicana, em 1992, para fortalecer suas redes de cooperação e para articular o combate ao racismo, à violência e à discriminação contra as mulheres negras em todo o mundo. Pouco depois, a data foi reconhecida pela ONU.
Também nesta data, no Brasil, comemora-se o Dia de Tereza de Benguela, líder quilombola e símbolo de resistência contra a escravidão e o Dia Nacional da Mulher Negra (Lei 12987/2014). Tereza viveu no século XVIII e liderou, por mais de 20 anos, o Quilombo de Quariterê, localizado no atual estado de Mato Grosso.
O TJDFT celebra a existência das mulheres negras e agradece a todas as magistradas, servidoras, terceirizadas e estagiárias negras por sua dedicação na construção de uma Justiça mais inclusiva e representativa!