Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Juíza do TJDFT participa de debate sobre Justiça Restaurativa na Rádio TV Justiça

por CS — publicado 11/07/2025

A juíza Catarina de Macedo, coordenadora do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nujures) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), e a coordenadora técnica do programa de Justiça Restaurativa no TJDFT, Izabel Vasconcelos ,participaram, nessa quarta-feira, 9/7, de debate sobre o tema Justiça Restaurativa: meios alternativos de soluções de conflitos no Direito Penal, ao vivo pela Rádio TV Justiça, no programa Justiça na Tarde. 

Entre os temas abordados, foram destaques a importância da Justiça Restaurativa como forma humanizada de tratar as questões relacionadas a um evento delitivo; o acolhimento adequado da vítima; assim como a oportunidade para que ofensores possam refletir, fazer reconhecimentos, assumir responsabilidade e reparar danos. 

Tratou-se, ainda, sobre o papel do facilitador e dos demais profissionais do direito que atuam nas intervenções, a participação comunitária como apoiadora das partes, a necessidade do trabalho em rede para a execução do atendimento restaurativo e como o acordo restaurativo pode ser valorado pela autoridade competente. 

Justiça Restaurativa no TJDFT 

O programa de Justiça Restaurativa do TJDFT começou em 2005 e é um dos pioneiros no Brasil. Os facilitadores utilizam a técnica do Encontro vítima/ofensor/comunidade - EVOC, em casos encaminhados pelos Juizados Especiais Criminais e por Varas Criminais. 

A vítima é acolhida e pode falar livremente sobre como foi impactada pelo delito e como suas necessidades podem ser atendidas. O ofensor pode refletir sobre seu comportamento, fazer reconhecimentos, assumir responsabilidade e reparar os danos causados sem o receio de se prejudicar processualmente, uma vez que o atendimento é sigiloso. 

As partes são ouvidas separadamente e, depois, é oportunizado um encontro face a face para que possam, em um ambiente seguro, conversar respeitosamente sobre o ocorrido. A intervenção prioriza a escuta ativa das partes envolvidas, de maneira que elas possam ter a oportunidade de construir uma solução consensual e pacífica. 

“A Justiça Restaurativa busca promover uma nova concepção da Justiça, centrada no protagonismo das partes para a construção de soluções que sejam significativas e capazes de atender as reais necessidades dos envolvidos com a ajuda de um facilitador. O objetivo é contribuir de forma substancial para a pacificação social por meio da restauração das relações rompidas pelo conflito”, definiu a magistrada.  

O programa contou, também, com a presença de uma representante da advocacia.