Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Psicóloga do TJDFT fala sobre processo de adoção ao Correio Braziliense

por SECOM — publicado 23/07/2025

O jornal Correio Braziliense publicou nesta quarta-feira, 23/7, matéria que destaca que, enquanto aguardam definições judiciais, crianças e adolescentes acolhidos encontram afeto em padrinhos, voluntários e educadores. O Correio afirma que estas situações de acolhimento somente são aplicadas em casos de suspeita ou comprovação de violação de direitos, como negligência, maus-tratos e abandono. A matéria traz uma entrevista com a psicóloga do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Andrea Fernandes Peixoto, sobre o processo de adoção e a força do afeto durante a espera. Leia a matéria na íntegra. 

De acordo com a servidora do Tribunal, a principal dificuldade no processo de adoção é a incompatibilidade entre o perfil das crianças disponíveis, geralmente com mais de 10 anos, grupos de irmãos ou com questões de saúde, e o desejo da maioria das pessoas, que ainda buscam crianças pequenas.  

A psicóloga destaca que a adoção deve ser pensada como um ato de cuidado e não de idealização. "Muitos adultos habilitados esperam filhos que correspondam às suas projeções, o que pode dificultar a construção de vínculos reais com crianças que vêm de contextos de vulnerabilidade. “É fundamental que as famílias compreendam e acolham a história de origem dessas crianças”, afirma a profissional.  

Além dos critérios legais, como a habilitação judicial, o processo exige preparo emocional, disponibilidade afetiva e o compromisso com um lar seguro.