Juízas do TJDFT falam ao Correio Braziliense sobre desigualdade de gênero no Poder Judiciário
As juízas do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Rejane Suxberger e Caroline Lima, titulares, respectivamente, da 5ª Vara de Entorpecentes do Distrito Federal e da Vara Cível, de Família, Órfãos e Sucessões do Núcleo Bandeirante, falaram ao jornal Correio Braziliense sobre os desafios da paridade de gênero no Poder Judiciário brasileiro, em matéria publicada nesse domingo, 15/6. Acesse a íntegra da matéria do Correio Braziliense.
A publicação destaca informações do painel de dados de pessoal do Poder Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que aponta que as mulheres representam 37% dos integrantes do Judiciário do Distrito Federal.
De acordo com a juíza Rejane Suxberger, a disparidade entre homens e mulheres no Judiciário reflete uma desigualdade histórica no acesso das mulheres aos espaços de poder e decisão. "Embora sejamos maioria entre os estudantes de direito, ainda enfrentamos barreiras estruturais que dificultam nossa ascensão nas carreiras jurídicas, especialmente nos cargos de liderança e maior prestígio", lamenta.
Já para a juíza Caroline Lima, atualmente convocada para atuar no Supremo Tribunal Federal (STF), a vivência feminina é repleta de empecilhos, e no Judiciário não é diferente. Ela afirmou que, para uma mulher ocupar um espaço de poder, é preciso ser excelente. "Precisamos provar nossa competência o tempo todo. Já o homem, muitas vezes, basta ser mediano e isso é visto como suficiente. O espaço é, por padrão, dele. A mulher, por outro lado, está sempre tendo que se justificar, se afirmar e mostrar que merece estar ali. Temos que demonstrar constantemente que somos capazes, que estamos à altura", disse.