Imprensa destaca evento do TJDFT em homenagem ao Desembargador José Colombo de Sousa

O DFTV, da TV Globo, destacou a trajetória de José Colombo de Sousa na política como prefeito das cidades cearenses do Crato e de Quixadá, e como deputado federal. O homenageado foi relator do orçamento de 1960, com relevante atuação para viabilizar os recursos para o primeiro ano de funcionamento da Nova Capital do Brasil, que viabilizaram, inclusive, a instalação do TJDFT.
O Desembargador Diaulas Ribeiro falou à reportagem sobre a importância do Desembargador José Colombo de Sousa. “Se não fosse ele, Brasília não seria inaugurada em 21 de abril, eu afirmo isso com absoluta convicção, porque não teria orçamento e sem orçamento, Juscelino não teria como fazer a inauguração e não teria como funcionar a cidade. A história não seria a que nós vivemos hoje, 65 anos depois. Seria bem diferente e talvez Brasília sucumbisse às campanhas oposicionistas que não aceitavam a transferência da cidade”, afirmou.
Por fim, destacou que o TJDFT se empenha para resgatar a história do homenageado, de acordo com a reportagem, “até então apagada pela ditadura militar”. “Tudo que o Tribunal pode fazer para restaurar essa história está sendo feito”, concluiu.
Acesse aqui à reportagem da DFTV, que foi ao ar na noite dessa terça-feira, 18/3.

A publicação também entrevistou o Desembargador Diaulas Ribeiro, que fez o estudo sobre a vida de José Colombo e propôs a homenagem póstuma. “Colombo fez oposição às bancadas que eram contra a mudança da Capital, tendo os jornais da época, principalmente os cariocas, se referido ao Eixo Rodoviário, o Eixão, como ‘Caminho das Onças’ onde nunca haveria carros suficientes para ocupá-lo”, destacou o magistrado.
A matéria do Metrópoles ressalta que o Desembargador José Colombo de Sousa foi um dos primeiros Desembargadores do TJDFT, nomeado em 1960 pelo Presidente Juscelino Kubitschek, como o primeiro representante do Quinto Constitucional da OAB no recém-criado Tribunal.
A reportagem ainda trata da interrupção na carreira do homenageado na magistratura, durante a ditadura militar. “Cassado pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5) em 1973, só teve sua aposentadoria reconhecida em 1980, com a Lei da Anistia”.
Por fim, o Desembargador Diaulas Costa Ribeiro, ressaltou que as homenagens são um resgate necessário. “Poderia ter sido feita com José Colombo de Sousa vivo. Mas nunca é tarde para se reparar um esquecimento. O que não se pode é prorrogá-lo”, concluiu.
Acesse aqui à matéria publicada no site Metrópoles.
A solenidade de homenagem ao Desembargador José Colombo de Sousa vai acontecer às 16h desta quarta-feira, 19/3, no auditório Ministro Sepúlveda Pertence, localizado no Fórum de Brasília, Bloco A, térreo.