Justiça Infantojuvenil e rede intersetorial discutem atenção integral a acolhidos em sofrimento psíquico no DF

A reunião contou com a presença de representantes de órgãos do governo local e federal, de instituições de ensino, de entidades de acolhimento, de associações, do Conselho Tutelar, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), da Defensoria Pública, além de servidores da Justiça Infantojuvenil do DF. Para o Juiz Coordenador da Infância e da Juventude, Evandro Neiva de Amorim, o encontro permite a união de esforços para tratar da atenção integral aos jovens acolhidos. “Buscamos com esse evento conversar com pessoas mais bem preparadas para enfrentar essa questão de forma correta”, disse.

A servidora da CIJ Ivânia Ghesti apresentou projeto proposto pela Justiça Infantojuvenil do DF para a qualificação da atenção integral de jovens acolhidos institucionalmente. Ela destacou que existe um movimento no Brasil que dá respaldo legal para a atuação ampla e integrada, principalmente como forma de colocar em prática a prioridade absoluta e a responsabilidade compartilhada no cuidado e atenção a crianças e adolescentes. “Quando veio a ideia da capacitação, a gente percebeu que precisamos também de uma política integrada”, completou.

Na reunião, também foram sugeridas algumas medidas como a articulação de atores responsáveis pela oferta de capacitação, acompanhamento, educação e tratamento especializado às crianças e adolescentes neurodivergentes em medida de acolhimento e a oferta de capacitação e apoio às equipes judiciárias e dos serviços de acolhimento. Também se incluem nas ações propostas a elaboração de fluxo de atendimento integrado, a instalação de salas multissensoriais nos serviços de acolhimento e outros locais da rede que apresentem maior demanda e campanha para disseminação de informações à comunidade brasiliense sobre os direitos das crianças e adolescentes com neurodivergências ou sofrimento psíquico.
Fotos: Noriete Celi
Com informações CIJ/TJDFT