Cine-debate marca acolhimento de novos servidores com reflexão sobre inclusão e acessibilidade

Para inaugurar a trilha, os novos servidores do TJDFT participaram do Cine-debate Coda: uma voz na construção da sociedade inclusiva realizado no auditório Sepúlveda Pertence. A iniciativa da EjuDFT integrou a programação institucional de acolhimento promovida pelo Tribunal e utilizou o filme “CODA: no ritmo do coração” como ponto de partida para discutir acessibilidade e pertencimento de pessoas com deficiência na sociedade e no ambiente de trabalho.
O encontro apresentou reflexões sobre como a ausência de intérpretes, legendas, audiodescrição e outras tecnologias assistivas ainda afeta rotinas profissionais, serviços de saúde, educação e eventos culturais. Foram destacados, também, os impactos da falta de acessibilidade em ambientes de trabalho, o que contribui para a invisibilização de pessoas surdas e demais pessoas com deficiência. A palestra enfatizou que o problema central não é a deficiência em si, mas a falta de recursos de acessibilidade.

Durante a explanação, os novos servidores foram introduzidos ao conceito legal de pessoa com deficiência, entendido como impedimentos de longo prazo, aliados a barreiras que podem restringir a participação plena na sociedade. O debate trouxe referências ao Decreto nº 6.949/2009, que institui a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, e à lei nº 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência).
A professora responsável por mediar o debate, Ekaterini Sofoulis, destacou que a iniciativa cumpre um papel fundamental na formação de quem ingressa no Tribunal, pois evidencia o compromisso institucional com a inclusão e com a valorização das pessoas com deficiência. Ela ressaltou que o evento ajuda a construir, desde o início, uma visão humanizada e inclusiva entre os novos servidores e reforça que a atuação no órgão exige sensibilidade e ações concretas voltadas à acessibilidade. Para a mediadora, a atividade funciona como uma introdução à cultura institucional e demonstra simbolicamente que o tema é prioridade. “A leitura simbólica para eles é: esse tema é relevante para o tribunal”, afirmou a professora.

O filme “CODA: no ritmo do coração” serviu como base para discutir a dinâmica da inclusão social. ouvinte. A narrativa acompanha Ruby, filha ouvinte de pais surdos, que transita entre seu papel de mediadora comunicacional da família e o desejo pessoal de construir sua própria trajetória. A história evidenciou desafios da convivência entre diferentes modos de comunicação e percepção do mundo. Ao final, os servidores puderam refletir sobre a necessidade de transformar práticas institucionais de inclusão e de participar ativamente na construção de um mundo acessível para todos.