Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

e-Cejusc 5 evita ajuizamento de mais de 1 mil ações de família em um mês

por CS — publicado 01/12/2025

O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Virtual (e-Cejusc 5), do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), evitou o ajuizamento de 1.077 novas ações nas Varas de Família do DF, durante o mês de novembro de 2025. O resultado foi alcançado por meio do Projeto Família em Foco, que promove a mediação pré-processual para solucionar conflitos familiares, antes que se transformem em processos judiciais. 

Durante o período, foram realizadas 800 sessões de mediação, com índice de 86,25% de acordos homologados. As mediações atenderam demandas de divórcio, guarda de filhos, pensão alimentícia, partilha de bens e reconhecimento de paternidade, entre outras questões familiares. 

Dezembro e janeiro 

A unidade vai realizar dois mutirões de mediação familiar durante os meses de dezembro de 2025 e janeiro de 2026, focado exclusivamente em conflitos familiares relacionados a divórcio, guarda e pensão alimentícia para filhas e filhos. 

"O serviço é totalmente gratuito e as audiências são realizadas por videoconferência, sem que haja necessidade do comparecimento físico ao fórum. Qualquer pessoa maior de idade e residente no Distrito Federal pode solicitar o agendamento", informou a juíza Marina Correa, coordenadora do e-Cejusc 5. 

Como participar 

Para participar, os interessados devem acessar o Canal Conciliar, disponível no site do TJDFT, para solicitar o agendamento da audiência de mediação familiar. A ferramenta permite que os cidadãos busquem a solução consensual de seus conflitos de forma rápida e desburocratizada. 

De acordo com a magistrada, a mediação familiar promovida pelo TJDFT facilita a comunicação entre os membros da família, com foco no bem-estar dos filhos e no restabelecimento do diálogo. "Além de resolver as questões atuais, o procedimento capacita os participantes a solucionarem conflitos futuros, sem necessidade de recorrer ao Judiciário, o que contribui para a pacificação social e a redução da judicialização", reforçou.