Programa História Oral entrevista o Juiz de Direito Carlos Maroja

Nascido em 1969, no Rio de Janeiro, mas, brasiliense de alma e coração, é filho de José Carlos Muniz de Medeiros e Maria Flávia Maroja Muniz de Medeiros. Magistrado, sociólogo, professor e escritor, o entrevistado se define ainda, como Humanista e Ambientalista, apaixonado pela vida e pela humanidade e que pensa que estudar é um dos grandes prazeres da vida. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), é especialista em Ciências Criminas pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e mestre em sociologia e Direito pela UFF. “Eu sempre achei que o Direito desafia a gente a estudar os outros meandros da alma humana, especialista do ser humano numa dimensão social e psicológica. Eu sempre tentei articular o embasamento jurídico com outras ciências humanas. Quem é da área jurídica, tem que gostar da humanidade.”, declarou.
Antes de ingressar na magistratura, em 1999, trabalhou como advogado e foi Analista do TJDFT. Escritor e palestrante, é coautor das obras Manual da Justiça Multiportas (Lumen Juris), Patrimônio Cultural e Meio Ambiente (Jus Podium) e Direito e Transformação Social (Editora Foco).
A vontade de seguir na magistratura já existia desde a entrada no ensino superior. “Me inspirei em uma tia, que foi Juíza do Trabalho e como sou uma pessoa muito idealista, tenho muita esperança na melhoria e sempre tive a ideia que a magistratura permite que você tenha uma boa influência e possa, realmente, trabalhar para a sociedade presente e, sobretudo, para os que virão depois.”, afirmou o magistrado.
A entrevista abordou temas bastante atualizados e recorrentes como questões ambientais, urbanísticas, ocupação desordenada do solo, educação ambiental e deficiências nas políticas públicas. O magistrado destacou também, a participação do Brasil no COP 30, pela qual o país está alçando a uma posição de líder mundial na questão ambiental. “O olhar do ambientalista não é para o medo mas sim, de esperança.”, completou.
Sobre o presente, declarou estar plenamente satisfeito e feliz por estar atuando na Vara do Meio Ambiente, especializada, segundo suas palavras “em seres humanos e todas formas de vida.”
E sobre o futuro, com os olhos brilhando, declara que tudo que deseja é refinar todo o trabalho que desenvolve, bem como seus estudos acadêmicos.
Fotos: Dimmy Falcão
Veja as fotos da gravação no Flickr do TJDFT

A entrevista completa estará disponível em breve no canal do TJDFT no YouTube.
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.