TJDFT premia trabalhos de alunos e professores sobre violência contra meninas e mulheres

Representantes de todas as instituições partícipes do Comitê Gestor do programa Maria da Penha Vai à Escola estiveram presentes e compuseram a mesa de honra. O 2º Vice-Presidente do TJDFT, desembargador Angelo Passareli, abriu os trabalhos parabenizando os alunos e professores inscritos e agradeceu aos parceiros envolvidos no projeto. “O que nós tentamos fazer com esse concurso é uma mudança de cultura. Viemos de uma sociedade basicamente patriarcal. Assim, o esforço pela igualdade de gênero tem sido uma constante por diversos órgãos, não só pelo Poder Judiciário”, afirmou.

O 1º Vice-Presidente, desembargador Roberval Belinati, representou o presidente do TJDFT, Waldir Leôncio Júnior, e ressaltou que “a violência contra meninas e mulheres é uma realidade que ainda desafia profundamente nossas instituições e nossa sociedade. Diante disso, é imperativo que atuemos de forma articulada, preventiva e educativa. E a educação revela-se como o instrumento mais poderoso para transformar mentalidades e romper ciclos de violência”.

Numa fala emocionada, a subsecretária de Educação Inclusiva e Integral (Subin/DF), Vera Lúcia Bastos, parabenizou os alunos participantes do Congresso. “São vocês os nossos grandes protagonistas dessa história de transformação social, nessa pauta tão importante que é a violência. Desde 2016, quando foi firmado o acordo de cooperação que deu origem ao programa MPVE, nós começamos uma caminhada firme na direção da transformação social. Uma caminhada que reconhece na educação um instrumento potente de proteção, prevenção e emancipação”, narrou.

Premiação

Além disso, o Comitê Gestor do programa Maria da Penha vai à Escola fez uma menção de louvor e parabenizou a prática “O estudo das masculinidades”, conduzida pela professora Rita de Fátima Silvano, do CEF 2 do Guará. De acordo com a juíza Gislaine Campos Carneiro, coordenadora da CMVD, ao propor trabalhar as masculinidades de forma responsável e transformadora, a prática contribui de maneira significativa para o enfrentamento à violência contra as mulheres. “Embora não tenha sido contemplado nesta edição, o trabalho demonstra sensibilidade, compromisso social e alinhamento com uma pauta essencial para a construção de relações mais igualitárias e seguras. Iniciativas como esta fortalecem o caminho para uma cultura de respeito e prevenção”.
Em seguida, o público conheceu a escola vencedora da categoria Prática Continuada, criada pela primeira vez nesta edição, com o propósito de incentivar a permanência e o fortalecimento de iniciativas que já vêm sendo desenvolvidas. A categoria busca reconhecer ações consistentes e viabilizar sua continuidade por meio do apoio financeiro, possibilitam que se expandam e gerem impacto de forma mais sustentável. O trabalho vencedor foi o projeto “Flores da Escola”, do CED 310 de Santa Maria, sob a responsabilidade das profissionais Margareth de Brit, Laísa Fernandes e Lukas Thiago Cardoso. A premiação foi de R$ 10 mil.

Também compareceram à premiação a juíza auxiliar da Corregedoria, Monize Marques; a juíza auxiliar da 2ª Vice-Presidência do TJDFT, Marília Guedes; a juíza coordenadora da CMVD, Fabriziane Zapata; a promotora de Justiça Adalgiza Maria Aguiar, coordenadora do Núcleo de Gênero do MPDFT; a chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Lígia Freitas, representante da Ministra das Mulheres; o secretário executivo de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury; a secretária da Mulher, Giselle Ferreira; a delegada da Policial Civil do DF, Adriana Romana; a defensora pública do DF Cellina Grassmann; a professora Cláudia Renault, da Universidade de Brasília; a assistente de coordenação do curso de Direito do Ceub, Luciana Musse; o reitor substituto do Instituto Federal de Brasília (IFB), Rodrigo Alfani; e o assessor de projetos especiais da SSPDF, Mauro Oliveira.
Fotos: Sérgio Almeida