Viva Flor: renovação de acordo de cooperação técnica reforça rede de proteção a mulheres no DF

Compuseram o dispositivo de honra da cerimônia, o 2º vice-presidente do TJDFT, desembargador Angelo Passareli; a juíza da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CMVD), Fabriziane Zapata; o procurador-geral de Justiça do MPDFT, Antônio Carlos Dezan; a subsecretária de prevenção à criminalidade, Regilene Siqueira Rozal; o Coronel da PMDF, Juvenildo dos Santos Carneiro; o delegado-geral adjunto da PCDF, Saulo Ribeiro Lopes; a secretária da mulher, Giselle Ferreira; a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar do DF, Bárbara Castro; e defensoria pública do DF, Celina Graismann.


Fortalecimento e ampliação do programa
A secretária da Mulher do DF, Gisele Ferreira, ressaltou a importância da continuidade e da institucionalização das políticas públicas de proteção e falou da importância do fortalecimento do programa “Viva a Flor”, ampliado para mais delegacias. Além disso, a secretária mencionou outras iniciativas que vão ao encontro do fortalecimento das políticas de proteção à mulher, implementadas no DF. Por fim, Gisele Ferreira observou que boa parte das vítimas de feminicídio nunca tinha registrado ocorrência e reforçou o apelo para que procurem ajuda: “Nosso maior desafio é fazer com que as mulheres acreditem nas políticas de proteção, porque quando o Estado é acionado, essa mulher está sendo salva”, concluiu a secretária.
No seu discurso, a delegada Regilene Siqueira frisou que a iniciativa alcançou alto grau de eficiência desde sua implantação em 2018, sem registro de feminicídios entre mulheres incluídas no programa e ressaltou a ampliação do número de atendidas graças à atuação integrada dos órgãos envolvidos na rede. A tenente-coronel Bárbara Castro, do Corpo de Bombeiros Militar do DF, enfatizou que o Viva Flor representa uma ação conjunta humanizada, baseada em presença, acolhimento e prevenção e afirmou que “o Viva Flor nos lembra que segurança pública também é amor ao próximo, responsabilidade social e compromisso com a vida”. Já a defensora pública do DF Celina Graismann pontuou que o programa alia tecnologia de georreferenciamento e proteção jurídica, que mais de 3,6 mil pessoas já foram monitoradas e 122 agressores presos por descumprimento de medidas judiciais. Ela também apontou o retorno altamente positivo das mulheres assistidas, para quem o dispositivo representa um reforço concreto na sensação de segurança e no enfrentamento à violência doméstica.
Também estiveram no evento, a juíza auxiliar da 2ª vice-presidência, Marília Guedes; a procuradora do MPDFT, Adalgiza Maria Aguiar, além de servidores e representantes de outros órgãos.