História Oral: juiz Omar Dantas e os desafios de ser juiz criminal, “uma luta diária”

Na conversa, o magistrado compartilha sua trajetória no serviço público, iniciada em 1992 como escrevente no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). Em 1995, mudou-se para Brasília, onde passou a atuar na Justiça Federal do DF. Foi nesse ambiente, cercado por grandes magistrados, que despertou seu interesse pela magistratura.
“O conhecimento nos liberta, é fundamental! Nos faz abrir horizontes”, afirma o juiz, destacando que a persistência e a concentração foram essenciais para alcançar seu objetivo.
Omar Dantas tomou posse como juiz substituto do TJDFT em 1998, aos 27 anos. Desde 2011, é titular da 3ª Vara Criminal de Brasília, onde reafirma diariamente seu compromisso com a justiça penal.
“Ser juiz criminal é um desafio muito grande, uma guerra que se trava todos os dias”, relata. Para ele, cada processo exige zelo e respeito às partes envolvidas, pois todos deixam marcas em quem os julga.
O magistrado também exerceu funções administrativas relevantes, como juiz auxiliar da Corregedoria no biênio 2016/2018 e da 1ª Vice-Presidência entre 2020 e 2022, acumulando ampla experiência na gestão do Tribunal.
Sobre os desafios contemporâneos, destaca a velocidade das transformações tecnológicas: “A questão tecnológica é um grande desafio com toda a velocidade que ela impõe. A inteligência artificial é um caminho sem volta”, afirma, ressaltando a importância da responsabilidade e do zelo no uso dessas ferramentas.
Assista à íntegra da entrevista
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.