Entrevista com a juíza Silvana da Silva Chaves é disponibilizada no Programa História Oral

Antes de ingressar na magistratura, em 1996, aos 27 anos, Silvana atuou como servidora no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Desde então, construiu uma trajetória marcada pelo comprometimento com a Justiça e a formação de novos profissionais. Lecionou na Escola da Magistratura e na Escola de Formação do TJDFT, além de ter ministrado diversos cursos voltados à capacitação de conciliadores no Distrito Federal.
Atualmente, integra a 2ª Turma Recursal e, durante a entrevista, compartilha experiências e reflexões sobre a rotina dos julgamentos nos Juizados Especiais. Ela destaca os desafios enfrentados ao longo dos sete anos em que atuou no Juizado Especial de Violência contra a Mulher. “Nossa resposta à sociedade deve ser com compromisso, respeito e celeridade”, afirmou a magistrada.
A juíza também abordou os alarmantes índices de feminicídio, refletindo sobre suas possíveis causas e caminhos para a superação do problema. Para Silvana, o papel do Judiciário vai além de julgar e condenar, pois envolve uma profunda responsabilidade social.
Assista à íntegra da entrevista no canal oficial do TJDFT no YouTube
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.