Justiça mantém prisão preventiva de policial militar por tentativa de homicídio em Santa Maria
Nesse sábado, 7/9, a juíza de Direito substituta do Núcleo de Audiências de Custódia (NAC) converteu em preventiva a prisão em flagrante de Roberto Bruno da Silva, 37 anos, policial militar de Goiás, preso pelo crime de tentativa de homicídio.
Na audiência, o autuado teve preservado o seu direito de conversar reservadamente com a Defensoria Pública. Em seguida, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) manifestou-se pela regularidade do flagrante e conversão da prisão em preventiva. A defesa solicitou a concessão de liberdade provisória.
A magistrada homologou o Auto de Prisão em Flagrante efetuado pela autoridade policial, uma vez que não apresentou qualquer ilegalidade, e não encontrou razão para o relaxamento da prisão do autuado. Segundo a decisão, a regular situação de flagrância em que foi surpreendido torna certa a materialidade delitiva, o que indicia suficientemente também sua autoria.
Para a juíza, existem fundamentos concretos para a manutenção da prisão cautelar do indiciado, de forma a garantir a ordem pública. A magistrada destacou que se trata de "crime grave, que colocou em risco a vida de pessoas que estavam presentes no local dos fatos e praticado, em tese, por quem, em verdade, deveria ser encarregado de proteger, tendo em vista que o autuado é policial militar do Estado de Goiás".
A decisão ressaltou ainda que "o autuado estava embriagado e, apesar disso, estava portando arma de fogo e efetuou disparos que colocaram em risco a vida dos presentes, além de ter proferido ameaças". Segundo a magistrada, os fatos evidenciam periculosidade e caracterizam situação de acentuado risco à incolumidade pública, não sendo suficiente a imposição de medidas cautelares alternativas à prisão.
O processo foi encaminhado para a 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Santa Maria, onde prosseguirá.
Acesse o PJe1 e saiba mais sobre o processo: 0710195-30.2025.8.07.0010
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