Oficina no TJDFT aborda desafios e estratégias no acesso à Justiça de crianças e adolescentes

Na oportunidade, foram abordadas questões para a construção do Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Infância e Adolescência, além da elaboração do Comentário Geral n. 27 da ONU, tema da oficina. As atividades foram conduzidas pelos advogados Mariana Zan e Lucas Cerqueira, do Instituto Alana.
Entre os participantes, estavam o juiz substituto da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, Redivaldo Barbosa; a juíza titular da Vara de Execuções Penais do DF, Leila Cury; os promotores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Luisa de Marillac, Renato Bianchini, Rosana Viegas e Ana Paula Tomás; as integrantes do Programa Justiça Plural, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Zuleica Garcia e Karina Lacerda; gestores de equipes técnicas do TJDFT; servidores da Assessoria da Coordenação da Infância e da Juventude (ACIJ/TJDFT) e atores estratégicos da rede de proteção infantojuvenil.

Entre as reflexões compartilhadas pelos participantes, Ana Potyara, da Diretoria Executiva da Andi – Comunicação e Direitos e membro do Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente, destacou a importância de abolir o termo “menor” em referência a crianças e adolescentes. A questão foi tema de campanha recém-lançada pela Andi.
As discussões ajudaram a identificar desafios e estratégias para garantia de direitos na infância e adolescência, incluindo a importância de um olhar interseccional para enfrentamento das vulnerabilidades e os múltiplos riscos a que cidadãos de até 18 anos estão expostos. Como foi destacado durante a oficina, eles têm direito a um atendimento prioritário, em função de sua condição peculiar de desenvolvimento.