Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

TJDFT discute apoio a jovens e egressos do sistema de proteção em encontro no CNJ

por AML — publicado 08/09/2025

Audiodescrição: servidores da Rede Solidária Anjos do Amanhã Gelson Leite, Marianna Queiroz e Márcio Alves (supervisor); servidores da Assessoria da Coordenação da Infância e da Juventude do TJDFT Yandra Nunes, Ana Carolina Torelly, Ana Lúcia Raposo e Carlos Vanderlinde (assessor).Servidores da Rede Solidária Anjos do Amanhã (RSAA) e da Assessoria da Coordenação da Infância e da Juventude (ACIJ), ambos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), participaram na quinta e sexta-feira, 4 e 5/9, do 1º Encontro Nacional do Programa Novos Caminhos. O objetivo era compartilhar projetos, boas práticas e experiências em geral para impulsionar o desenvolvimento de adolescentes e jovens em situação de acolhimento e egressos do sistema de proteção e a sua inclusão na sociedade como adultos autônomos.

O evento reuniu autoridades, representantes de órgãos públicos e da sociedade civil, e os próprios jovens em uma programação realizada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no SEST SENAT. Entre as atividades constaram palestras, rodas de conversa, oficinas práticas, lançamentos de publicações e visita técnica.

Audiodescrição: Gelson Leite sentado na mesa com autoridades. Ele fala ao microfone.A equipe do TJDFT coordenou a oficina “Acompanhamento Psicossocial dos Beneficiários do Programa Novos Caminhos”, que aconteceu na tarde da quinta-feira, 4/9. Durante as atividades, a supervisora substituta da RSAA, Marianna Queiroz Batista, apresentou o programa aos participantes. "A atuação da Rede Solidária é considerada uma boa prática em acompanhamento psicossocial de beneficiário. Acreditamos que o trabalho feito ao longo desses anos pode inspirar implementações no Programa Novos Caminhos".

O resultado final da oficina foi apresentado pelo servidor Gelson de Souza Leite. Em sua fala, ele destacou a experiência do TJDFT, a necessidade de articular as ações e de acompanhar os jovens além dos 18 anos. “Quando a gente não articula em rede, a gente comete uma violência institucional, porque o trabalho fragmentado, fragmenta também a criança e o adolescente”.

Na tarde da sexta, 5/5, uma equipe da CIJ, composta pelo assessor Carlos Vanderlinde e pelas servidoras Yandra Nunes, Ana Carolina Torelly e Ana Lúcia Raposo, participou da visita técnica à unidade do SEST SENAT em Samambaia. No local, são oferecidos serviços em várias áreas, como nutrição, odontologia, psicologia, fisioterapia, esporte, lazer e cursos de capacitação.  Durante a visita, a analista Raíssa Osorio, da Gerência Executiva de Promoção Social do SEST SENAT, apresentou o  Impulsiona, projeto desenvolvido de forma pioneira no DF, por meio de acordo de cooperação técnica assinado com o TJDFT em maio de 2024. 
 
“O SEST SENAT passa a fazer parte nacionalmente do Programa Novos Caminhos, após o sucesso do piloto de cooperação técnica assinado com o TJDFT. Com o Impulsiona, crianças e jovens vinculados ou egressos de entidades de acolhimento e suas famílias têm acesso gratuito a serviços, qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho”, explica o assessor da ACIJ.  

Programa Novos Caminhos

O Programa Novos Caminhos é uma política judiciária nacional, criada pela criada pela Resolução CNJ n. 543/2024, que promove a articulação entre os tribunais de Justiça e as instituições parceiras (públicas e privadas) para a construção de percursos de autonomia para adolescentes e jovens em situação de acolhimento e egressos do sistema de proteção.

De acordo com o CNJ, todos os 27 tribunais de Justiça estaduais do país já contam com ao menos um núcleo do Programa Novos Caminhos (PNC). Entre as empresas parceiras constam: Petrobras, Centrais Elétricas Brasileiras, Correios, SEST SENAT e Vale.  

Sistema de proteção

Sistema de proteção é um conjunto de instituições, leis, políticas públicas, serviços e profissionais que atuam para garantir os direitos fundamentais de crianças e adolescentes, especialmente em situações de risco ou violação de direitos. Está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Lei nº 8.069/1990 – e envolve ações preventivas, protetivas e reparadoras, com foco no interesse da criança e do adolescente.

Assim, quando o texto diz “adolescentes e jovens em situação de acolhimento e egressos do sistema de proteção” é o mesmo que “adolescentes e jovens que estão ou estiveram em uma instituição de acolhimento”.