Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Juiz do diálogo: Programa História Oral entrevista o juiz José Ronaldo Rossato

por RM — publicado 10/04/2026

juiz José Rossato ao lado do desembargador Roberval Belinati, sentados no local da gravação O 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), desembargador Roberval Belinati, recebeu, na manhã desta sexta-feira, 10/4, o juiz José Ronaldo Rossato, titular da 6ª Vara Criminal de Brasília, como entrevistado do Programa História Oral. A gravação foi realizada no Memorial TJDFT, Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte, e integra a iniciativa institucional de preservação da memória do Judiciário do Distrito Federal. 

Filho de produtores rurais da cidade de Cássia, interior de Minas Gerais, José Rossato caminhava 6,5km da escola rural onde estudava até sua casa, rotina que perdurou até os 9 anos de idade, quando foi mandado pelos pais para estudar em uma escola na cidade.

O magistrado começou a carreira profissional como analista de sistemas, no início do surgimento dos computadores no Brasil, foi bancário e escrivão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Incentivado pela esposa, cursou direito, e antes de assumir o cargo de juiz de direito substituto no TJDFT, exerceu este cargo no TJMG. “Escolhi a Justiça do Distrito Federal, porque a relação da minha família com Brasília foi de amor à primeira vista”, disse.

Foto dos magistrados e servidores presentes na gravação

Desde que tomou posse no TJDFT, em abril de 2000, construiu uma carreira sólida e diversificada, marcada pela atuação em múltiplas áreas do direito. Passou por varas de família, de falências e concordatas e pelo Tribunal de Júri de Samambaia. Titularizou-se em 2005 na 1ª Vara do Juizado Especial de Competência Geral de Santa Maria e teve experiências em varas de entorpecentes e de violência doméstica.

“A meu ver, uma das principais causas da violência que vemos hoje entre as pessoas, principalmente casais e nas relações de família, é a falta de diálogo. Durante minha atuação nas varas de família eu resolvia muitas questões nas audiências, na base da conversa direta com as partes, olho no olho. Isso era muito eficaz. Eu sou um juiz do diálogo”, afirmou o magistrado, ao relembrar seu histórico de trabalho e definir sua postura profissional.

Ao final da entrevista, o juiz homenageou os pais, que abriram mão da ajuda do filho homem da família na lavoura em nome dos estudos, ressaltou o papel fundamental da esposa em sua carreira, que o incentivou a cursar direito, mudar de carreira e o apoiou durante toda a vida, e agradeceu aos seus assessores, em especial aos dois servidores que o acompanham desde o início da magistratura.

Programa História Oral

O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT. 

Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na  Página do Memorial  TJDFT.    

A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.