Juíza do TJDFT Oriana Piske é entrevistada no Programa História Oral

Natural de Natal/RN, filha de advogados, é graduada em Direito pela Centro Universitário de Brasília (UniCeub), pós-graduada em Teoria da Constituição, Direito do Trabalho, Direito Civil e Constitucional. Mestre pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutora em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino (UMSA).
Foi servidora do TJDFT, no cargo de auxiliar administrativo e posteriormente como oficiala de justiça, ocasião em que teve a oportunidade de trabalhar com brilhantes juízas que lhe deram a certeza de seguir no caminho para a magistratura.
Relembra com emoção, quando ainda jovem, aos nove anos, definiu que seria freira ou juíza. "Nem que demore 20 anos, eu serei juíza!”. A concretização do sonho veio em fevereiro de 1996. “Com o poder das palavras”, tomou posse no TJDFT como juíza aos 29 anos. Antes disso, foi aprovada em 10 concursos de nível superior, inclusive como procuradora federal, em 1995, sendo designada para o Departamento Nacional de Produção Mineral.
Aos 30 anos de magistratura, a magistrada possui vasta experiência nas áreas cíveis e criminais, em especial nos juizados especiais. No ano 2000, foi titularizada no 1º Juizado Especial de Competência Geral de Sobradinho, onde realizou 19 mutirões, deixando a vara totalmente em dia. Trabalhou ainda no Juizado Especial de Competência Geral do Guará, como juíza eleitoral e como diretora do fórum desembargadora Thereza de Andrade Braga. Também foi a coordenadora do Cartório Judicial Único - 1º ao 6º Juizado Especial Cível de Brasília.
Atualmente, titular do 4º Juizado Especial Cível de Brasília, tem como característica de seu trabalho jurisdicional o compromisso de tentar fortemente a composição entre as partes em suas audiências. “Minha tentativa de conciliação não é pálida”, ressalta, mas, se não for possível, sentencia seus processos já durante a audiência. “Leio tudo, chego extremamente bem preparada para as audiências, conhecendo bem o processo e as provas juntadas. Faço isso desde o meu primeiro dia e assim o farei até o final. Faço a análise com compaixão e respeito às pessoas ali envolvidas”, afirmou.
Autora de diversos artigos sobre Direito Constitucional, Ambiental, Consumidor, Bioética, Judicialização da Saúde entre outros e de dois livros manuscritos sobre a “Efetividade dos Juizados Especiais na concretização dos direitos de cidadania” e “Saúde Pública e Suplementar no Brasil e na Argentina”, a magistrada ainda se dedicou à docência por muitos anos.
“Todos os meus sonhos foram cumpridos. Para o futuro, quero continuar servindo a Deus por meio do TJDFT, enquanto tiver vida e saúde”, finalizou.

A entrevista completa estará disponível em breve no canal do TJDFT no YouTube.
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Fotos: Rafael Victor