Exposição valoriza a produção artística de pessoas em situação de vulnerabilidade

Para o presidente do TJDFT, desembargador Jair Soares, acolher a mostra de pessoas em situação de vulnerabilidade é uma forma de inclusão social. "É quando o Tribunal afasta sua função primordial, que é a jurisdição, para dar espaço a essas pessoas divulgarem sua arte", disse.
Em seu pronunciamento, o desembargador Teófilo Caetano destacou a relevância de o Tribunal sediar a exposição, pois a iniciativa que dá visibilidade à produção artística de pessoas em situação de vulnerabilidade social em compasso com o destaque e a regulamentação dispensada pelo Conselho Nacional de Justiça à temática. Segundo o magistrado, a exposição contribui para ampliar o olhar da sociedade sobre as trajetórias das pessoas em situação de rua, permitindo uma visão que “transcende sua condição de vulnerabilidade e confere visibilidade aos talentos inatos da pessoa humana”. Destacou, inclusive, a adequação da denominação conferida à exposição - “A arte do povo das ruas” e sua inserção nas ações desencadeadas a partir das resoluções editadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cuidando da matéria.

Ao abordar o projeto PopRuaJud, o magistrado ressaltou sua importância ao promover o acesso das pessoas em situação de rua à integralidade do sistema de Justiça, por meio da criação de comitês regionais e o desenvolvimento de ações efetivas, que nem sempre envolvem a deflagração de processos judiciais.

Segundo a servidora do CNJ, Bethlen Vieira a ideia do projeto é trazer um olhar humanizado para as pessoas em situação de rua e mostrar a conexão entre essas pessoas e a arte, “por meio da qual acontece o resgate da identidade e a abertura de uma porta de possibilidades”.
Ao acolher a exposição, o TJDFT reafirma seu compromisso com a inclusão, a valorização da dignidade humana e o reconhecimento da arte como instrumento de expressão, visibilidade e transformação social.
A mostra está aberta à visitação. O TJDFT convida magistrados(as), servidores(as), colaboradores(as) e o público em geral a conhecerem as obras e refletirem sobre as histórias, talentos e perspectivas que elas revelam.
Também estavam presentes os desembargadores Roberval Belinati e Fabrício Bezerra; Jackeline Cordeiro, juíza auxiliar da 2ª Vice-Presidência; Pedro Yung-Tay Neto, juiz auxiliar da Corregedoria; Marília Guedes, juíza auxiliar da 1ª Vice-Presidência; Luis Martius Junior, juiz diretor do Fórum de Brasília; Gabriel Coura, juiz do Cejusc-6, Celso Oliveira Neto, secretário-geral do TJDFT, Guilherme Juliano, chefe de gabinete da Presidência; Sandra Cadete, secretária-geral da Corregedoria, magistrados e servidores.
A exposição permanecerá aberta à visitação até 25 de setembro de 2026, de 12h a 19h, em dias úteis.
Confira aqui as fotos do evento.
Fotos: Samuel Andrade