Juiz do TJDFT Henaldo Moreira relembra desafios, conquistas e momentos marcantes da carreira

Durante a entrevista, o juiz ressaltou a relevância de preservar a memória institucional do Tribunal, destacando que registrar trajetórias pessoais humaniza o Judiciário. Compartilhou histórias de suas origens, o apoio familiar aos estudos e a influência decisiva de sua tia na escolha pela magistratura.
Formado em Direito em 1993 pela Faculdades Integradas da Associação Educativa Evangélica (FAEE), em Anápolis/GO, iniciou carreira como advogado e mudou-se para Brasília em 1996 para se preparar para concursos. Henaldo Moreira foi aprovado em três concursos para a magistratura. “Cheguei a estudar 12 horas por dia, durante um ano. Apesar de achar que não foi muito saudável, foi assim que consegui passar”, conta.
A experiência como analista judiciário do TJDFT foi apontada como essencial para sua formação técnica e prática, contribuindo para suas aprovações nas magistraturas de Rondônia, Goiás e Distrito Federal, onde já acumula 26 anos de carreira. “Sem a experiência de trabalhar em gabinete, não teria chegado lá (magistratura)! Só consegui passar na prova de sentença, depois de passar pelo Tribunal como servidor", disse.
O magistrado, que atuou por muitos anos na Vara de Execuções Penais, trouxe detalhes importantes do trabalho desenvolvido na área. Atualmente titular da 5ª Vara da Fazenda Pública e da Saúde desde 2019, falou sobre a questão da regulação de leitos de UTI, um problema sério na saúde distrital.
Henaldo Moreira finalizou a entrevista agradecendo por todo o apoio técnico dos(as) servidores(as) altamente qualificados(as) que o ajudaram a chegar aonde chegou.
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.