História Oral: Juiz Hilmar Raposo Filho compartilha como ajudou a criar a urna eletrônica

O juiz convidado é natural de São Luís, no Maranhão. Contou que cresceu em um ambiente familiar profundamente ligado ao Direito e aos estudos. Seu pai, Hilmar Castelo Branco Raposo, foi professor normalista, promotor de justiça e, depois, procurador de justiça. Sua mãe, Maria Oneide Rocha Raposo, foi professora. Assim, uma de suas lembranças é de passar a infância folheando enciclopédias na biblioteca do pai enquanto o observava datilografar pareceres noite adentro.
Antes de ingressar na magistratura, o entrevistado foi professor de História, seu primeiro emprego e sua “primeira paixão profissional”. Em seguida, atuou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde participou de um dos projetos mais emblemáticos do país: o desenvolvimento da urna eletrônica, como assessor jurídico. “Eu estava lá vendo a urna nascer”, recordou.
Durante sua atuação como assessor no Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi aprovado ao mesmo tempo na Advocacia-Geral da União e no TJDFT. Optou pela magistratura por ter recebido primeiro a ligação que anunciava sua nomeação. Essa vocação ele compartilha com a irmã Gisele, que também é juíza. Sua irmã Kátia é médica.
Ao longo de mais de duas décadas na justiça do DF, o juiz passou por diversas unidades judiciais: varas de Fazenda Pública, Juizados Especiais, varas criminais, Samambaia, Ceilândia e Vara de Família de Ceilândia. Em 2011, foi escolhido para assumir a recém-criada 21ª Vara Cível de Brasília, conquista que considera especial. “Quando eu crescer, quero ser juiz cível do Plano Piloto”, dizia aos colegas ainda no início da carreira.

A entrevista completa sobre a carreira do juiz Hilmar Castelo Branco estará disponível em breve no canal oficial do TJDFT no YouTube.
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Créditos: Dimmy Falcão