Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

TJDFT investe em planejamento estratégico para aprimorar gestão de precatórios

por RS — publicado 25/02/2026

Foto da equipe da Equipe da Coorpre e da SEPG um espaço semelhante a um gabinete. Ao longo de 2025, a Coordenadoria de Conciliação de Precatórios (Coorpre) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) passou por processo de reestruturação. Entre os resultados, está a implementação do plano estratégico da unidade para o biênio 2026-2027. O documento consolida diretrizes voltadas ao aperfeiçoamento da gestão e do processamento dos precatórios, com foco em eficiência, transparência e fortalecimento da governança.

Responsável por autuar precatórios, requisitar pagamentos aos entes devedores, analisar e homologar acordos, elaborar cálculos e decisões e manter a lista cronológica atualizada, a Coorpre estruturou seu planejamento com o objetivo de alinhar suas ações às diretrizes institucionais do Tribunal e assegurar maior previsibilidade e controle sobre suas atividades. A proposta busca consolidar um modelo de gestão orientado a resultados e promover melhorias estruturais e operacionais.

A restruturação da unidade, comandada pela juíza Simone Garcia, foi realizada dentro do projeto Gestão Prática da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão Estratégica (SEPG) do Tribunal. A iniciativa permitiu identificar gargalos, revisar processos internos e propor medidas mitigadoras, que fortalecem a governança institucional e ampliam a eficiência na tramitação dos precatórios.

Missão, visão e valores

A identidade estratégica definida estabelece como missão "garantir a gestão eficiente, transparente e segura dos precatórios” e assegura o cumprimento da legislação e a satisfação dos credores.

 A visão projeta a unidade como referência nacional em gestão de precatórios, reconhecida pela celeridade, segurança jurídica e inovação.

Os valores, por sua vez, destacam legalidade, ética, eficiência, transparência, inovação, mediação, linguagem simples, responsabilidade fiscal e desenvolvimento contínuo como pilares da atuação institucional.

Foto da estante com Acervo  de precatórios físicos guardados para fins históricos. Juíza está em uma das estantes manuseando uma das muitas pastas do acervo.Mecanismos de aperfeiçoamento

No campo operacional, o plano prevê oito objetivos estratégicos, organizados nas perspectivas Sociedade, Processos Internos e Pessoas e Recursos. Cada objetivo possui indicadores que orientaram a execução, de acordo com a diretrizes estabelecidas, bem como possibilita o controle sistemático do desempenho.

Entre as metas, está a redução do tempo médio de pagamento de credores prioritários, a ampliação da transformação digital, a integração de sistemas de precatórios e a implementação de melhorias no Sistema de Administração de Precatórios (SAPRE ). Também estão previstas medidas para fortalecer competências da equipe, equilibrar demanda e força de trabalho e ampliar a transparência por meio da reformulação do portal da unidade.

O modelo de governança e monitoramento estabelece reuniões periódicas de acompanhamento dos resultados, revisões semestrais e avaliação anual. A sistemática visa assegurar execução consistente, decisões baseadas em evidências e melhoria contínua. Além disso, consolida o planejamento estratégico como instrumento central da reestruturação da Coorpre e mecanismo de aperfeiçoamento permanente da gestão dos precatórios no TJDFT.

Resultados da reestruturação

Entre as principais iniciativas está o mapeamento e aperfeiçoamento dos fluxos internos, com foco na correção de defasagens, padronização de rotinas e alinhamento de entendimentos, o que tem gerado mais eficiência na tramitação dos processos.

Um dos avanços foi a reestruturação do fluxo de pagamento, em parceria com a Secretaria de Tecnologia da Informação (SETI), para garantir segurança, transparência e rastreabilidade. Foi estruturado um fluxo de pagamento na decisão, após diálogo com a advocacia e com o setor de informática, para garantir que o pagamento seja célere, mas com prevenção de fraudes e controle da verba pública.

No âmbito da análise de riscos, foram identificados pontos críticos como impugnações recorrentes, limitações do Sistema de Administração de Precatórios (SAPRE), sobrecarga de servidores e elevada demanda de atendimento. Para enfrentar o excesso de impugnações, estabeleceu-se que a suspensão do pagamento do precatório somente ocorra com a apresentação de efeito suspensivo, medida construída após diálogo com a advocacia e a Procuradoria do Distrito Federal.

A unidade também criou cartilha  formulário para padronizar os pedidos de habilitação de cessionários, iniciativa que tem recebido avaliação positiva dos escritórios.

Foto da Coordenadora da Coorpre, juíza Simone GarciaOrganização e agilização dos pagamentos

A coordenadora da Coorpre, juíza Simone Garcia Pena, destacou que a gestão de precatórios exige elevado grau de organização e controle, por envolver milhares de credores e a necessidade de assegurar a correção dos cálculos e a adequada aplicação dos recursos públicos. Ao abordar os desafios atuais da área, a magistrada afirmou que o foco da gestão tem sido tornar o fluxo de pagamentos mais eficiente, com adoção de metodologias de governança, mapeamento de riscos, revisão de fluxos e projetos de aceleração, além de ressaltar o alinhamento do TJDFT às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o apoio da SEPG no planejamento estratégico.

Simone Garcia também ressalta o apoio da Presidência do Tribunal, que está comprometida com a agilização dos pagamentos para que os credores tenham a sensação de “justiça realizada”, comentou. Segundo a magistrada, esse conjunto de medidas fortalece o compromisso institucional com resultados concretos para os credores. “O grande desafio hoje dos gestores de precatórios no país é deixar o fluxo de pagamento mais eficiente, garantindo que as partes alcancem a satisfação do seu direito”, afirmou.