Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

TJDFT atua para pagar todas as superpreferências de precatórios até julho de 2026

por TT — publicado 09/02/2026

Audiodescrição: equipe da Coorpre posicionada em pé na escada em frente ao Fórum do Guará com a fachada no prédio ao fundo.O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), por meio da Coordenadoria de Conciliação de Precatórios (Coorpre), trabalha para pagar todos os credores da lista de superpreferências de precatórios (pessoas com doenças graves e com deficiência e idosos(as)) até julho de 2026. 

Atualmente, a lista de superpreferências conta com mais de 30 mil pessoas. Os credores com doenças graves já foram pagos, agora o TJDFT trabalha para pagar as outras superpreferências (idosos e pessoas com deficiência). 

A regularização do fluxo de pagamento é resultado do processo de reestruturação da Coorpre, comandado pela juíza Simone Garcia, que assumiu a unidade em janeiro de 2025. 

Reestruturação

Ao longo do último ano, foi implementada uma série de ações na gestão de precatórios do Tribunal, voltadas ao fortalecimento da governança, observância restrita da legislação vigente, padronização de procedimentos e aumento da eficiência. As iniciativas foram desenvolvidas dentro do projeto Gestão Prática da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão Estratégica (SEPG) do TJDFT. 

“As ações permitiram criar uma base sólida para a tomada de decisões, o acompanhamento de desempenho e o planejamento de médio prazo, posicionando a Coorpre em um patamar mais elevado de maturidade gerencial que tem impactado diretamente a celeridade e a segurança jurídica das atividades desempenhadas pela unidade”, ressalta a juíza. 

Mapeamento de fluxos

Audiodescrição: juíza Simone Garcia Pena sentada em sua mesa de trabalho em frente ao computador sorrindo para a câmera. A magistrada é branca, possui cabelos loiros lisos na altura do ombro, usa óculos e veste blazer preto.

Entre as medidas adotadas está o mapeamento e aperfeiçoamento dos fluxos da Coorpre, a fim de corrigir defasagens, padronizar rotinas e alinhar entendimentos, o que tem gerado mais eficiência e celeridade.

Um exemplo é o fluxo de pagamento, que foi aprimorado, em parceria com a Secretaria de Tecnologia da Informação (SETI), para garantir segurança, transparência e rastreabilidade. Eu estruturei um fluxo de pagamento na decisão. Antes porém ouvimos a advocacia e o setor de informática do tribunal, porque o pagamento precisa ser célere, mas ainda assim precisa garantir segurança e rastreabilidade da verba pública, com prevenção de fraudes. Hoje, quando eu homologo o cálculo, já vem uma decisão padrão dizendo: olha, as formas de recebimento permitidas pelo sistema eletrônico, que garantem segurança da operação, são essas. Isso aumentou o fluxo de pagamento", relata a magistrada. 

"Além disso, observando os reclamos da advocacia, não exigimos mais procuração atualizada para que o advogado e a advogada constituído(a) pelo(a) credor(a) promova o levantamento de valores, é um direito da advocacia reconhecido, desde que o alvará seja eletrônico e observe as regras de rastreabilidade e segurança. Afinal, somos uma unidade administrativa que presta contas do dinheiro pago. É uma grande responsabilidade para o presidente do Tribunal, desembargador Waldir Leôncio Júnior, e para o gestor de precatórios fazer esse pagamento. Precisa de muita diligência”, explica a magistrada.

No ano de 2025, a Coorpre pagou R$ 270.798.962,16 em precatórios que beneficiarem 5.522 credores. 

Análise de riscos

Audiodescrição: juíza Simone Garcia Pena em pé de perfil vestindo blazer e saia preta, folheando um processo com vários volumes. Ao fundo, duas estantes com vários processo físicos.Por meio da análise de riscos da unidade, foram identificados pontos críticos como impugnações recorrentes, limitações do Sistema de Administração de Precatórios (SAPRE), sobrecarga de servidores e alta demanda de atendimento. Em 2025, o balcão virtual da Coorpre registrou mais de 7 mil atendimentos. 

Com relação ao excesso de impugnações, a juíza determinou que a suspensão do pagamento do precatório só ocorresse com a apresentação do efeito suspensivo. "Isso também era uma reclamação grande dos credores e advogados. Tivemos um bom diálogo com a advocacia e a Procuradoria do Distrito Federal para buscar concertar a situação com os dois lados", destaca.

Outra medida adotada foi a criação de  cartilha e  formulário para orientar e padronizar os requerimentos de habilitação de cessionários apresentados pelos advogados. “A gente tem recebido muitos elogios dos escritórios, que têm visto as melhorias e ficam felizes quando algo é padronizado”, afirma a magistrada. 

Diálogo e gestão moderna

Para a juíza, com a reestruturação do setor, o TJDFT agora conta com o que tem de mais moderno no país na gestão de precatórios, de acordo com a legislação vigente, governança, celeridade, eficiência e segurança jurídica.

Além disso, a Coorpre tem atuado como ponte de diálogo entre os diversos atores da gestão de precatórios em busca de soluções consensuais que tornem mais célere e eficiente o pagamento de precatórios.