História Oral: desembargadora Fátima Rafael compartilha experiências e reflexões sobre a magistratura

Na entrevista, a magistrada relembra fatos de sua vida pessoal e profissional que marcaram sua trajetória. Fátima Rafael é formada em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Processo Civil pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF). Iniciou a carreira como advogada. Aos 25 anos, ingressou como servidora do TJDFT, ocasião em que atuou na área de gestão de pessoas e como diretora da 6ª Vara Criminal, assessorando o desembargador Edson Smaniotto. Foi nesse momento que surgiu seu interesse pela magistratura. “Gostava de estudar por resumos divididos em módulos e temas”, afirmou. Aprovada no concurso da magistratura em 1992, a magistrada também foi docente na AEUDF. “Não tenho outra ambição na vida a não ser trabalhar”, afirmou ao declarar que é na magistratura que se realiza.
A desembargadora abordou ainda sobre temas atuais do Judiciário, como a paridade de gênero e os critérios de antiguidade e o uso de Inteligência Artificial. “O mundo mudou, cresceu! O número de juízes não é mais proporcional ao volume de trabalho e ao número de processos. Novos métodos e a tecnologia podem nos auxiliar e facilitar no cumprimento do trabalho”, declarou.
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.