Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Programa História Oral do TJDFT entrevista juíza Delma Santos Ribeiro

por VL — publicado 14/01/2026

Juíza Delma Santos e Des. Roberval Belinati sentados Nesta quarta-feira, 14/1,  o 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), desembargador Roberval Belinati, recebeu a juíza Delma Santos Ribeiro, em mais uma entrevista para o Programa História Oral. A gravação aconteceu no Memorial TJDFT – Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte. 

Nascida em 1968, em Olhos D´Água (MG), Delma Ribeiro é a 2ª filha de Renato Boas Santos e Maria Aparecida Santos Ribeiro e compõe uma tradicional, unida e fraterna  família mineira. O pai, empreiteiro de atividades rurais, queria “ser doutor”, mas a realidade não permitiu que  estudasse. Assim, ambicionou que todos seus filhos estudariam e que teriam todo seu apoio para isso. Quando os filhos mais velhos entraram em idade escolar, seu Renato vendeu os bens que possuía e mudou-se para a cidade mais próxima, onde a família passou a viver numa casa contígua ao cemitério da cidade. "O que deu pra comprar", relembrou a entrevista. O pai se tornou comerciante e, por diversas vezesrecebeu  “caixas de livros” como pagamento. Delma descobriu assim o gosto e a curiosidade pela leitura.

Passei a querer ter um trabalho no qual eu pudesse ler e escrever muito!”, recordou.  "O estudo era meu único caminho.  Porém, a ignorância não passa por ter ou não ter estudo. O ignorante é o que não valoriza o estudo, não valoriza o conhecimento, a história e a vivência, afirmou a entrevistada.  

A juíza contou que, por algum tempo, achou que a medicina seria seu caminho. Alertada pela mãe que aqueltalvez não fosse sua verdadeira vocação, repensou e prestou vestibular para Direito. No primeiro ano de curso, teve a certeza de ter feito a melhor escolha e decidiu que seria juíza 

Delma Santos Ribeiro se graduou em Direito em 1992 pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e é especialista em Direito Civil pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub).  Em 1995, tomou posse como servidora do TJDFT, no cargo de Analista Judiciário. O concurso foi o degrau de estabilidade que precisava para se dedicar aos estudos para a magistratura. “Não sabia quanto tempo demoraria, mas tinha a certeza que conseguiria.  E acrescentou: “minha mudança para Brasília foi para trabalhar e estudar. E assim o fiz até conseguir atingir meu objetivo.” 

A posse no cargo de juíza substituta veio em 1998 e atualmente exerce suas funções como titular da 15ª Vara Cível de Brasília. Lecionou como professora na Escola de Formação Judiciária do TJDFT e como voluntária no Programa Justiça e Cidadania também se aprendem na escola, promovido pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).  

A entrevistada declarou sua felicidade e realização com a profissão, apesar das dificuldades enfrentadas, principalmente na conciliação com a maternidade. O período em que trabalhou no Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante e do Guará foi de grande crescimento pessoal e profissional. Afirmou que seu olhar sobre a humanidade mudou com as experiências.  

A magistrada falou ainda sobre a paridade no judiciário e os planos de se tornar escritora.  Delma quer contar sua trajetória de vida sob a visão da evolução política e social do país.  

equipe do TJDFT e juíza Delma Santos em péParticiparam da gravação:  Jovaldo Rodrigues, Assessor da  1ª Vice-Presidência;  Guilherme Guth, gestor substituto do Núcleo de Apoio à Preservação da Memória Institucional (NUAMI) ; Gabriela Peñalosa, secretária  de Gestão da Informação e do Conhecimento (SGIC); e Antônio  Luís Rodrigues, coordenadode Custódia e Preservação da Memória Institucional (COAMI)  

A entrevista completa estará disponível em breve no canal do TJDFT no YouTube. 

Créditos: Dimmy Falcão

veja as fotos

Programa História Oral 

O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.    

Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na  Página do Memorial  TJDFT.    

desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.