História Oral do TJDFT divulga entrevista com juiz substituto de 2º grau Asiel Henrique de Souza

Assista à entrevista completa no YouTube do TJDFT.
Nascido em uma pequena vila rural no interior do Maranhão, o magistrado relembra a infância marcada pelo trabalho na lavoura e pela convivência em uma família numerosa. Aos nove anos, a família se mudou para a cidade por iniciativa da mãe, movida pelo desejo de garantir estudo e oportunidades iguais para todos os filhos.
“Aquilo foi uma decisão muito difícil, mas decisiva. Minha mãe dizia que, se fosse para estudar, iriam todos, para não criar desigualdade”, revelou.
Trabalhando e estudando ao mesmo tempo, Asiel Henrique de Souza construiu seu caminho a partir da advocacia. O entrevistado destacou que não tinha, inicialmente, o sonho de ser juiz, mas que a identificação com a função surgiu após a posse. “Eu entendi que isso não era um emprego, era uma missão”, afirmou.
Ao longo da entrevista, o magistrado compartilhou reflexões profundas sobre o papel do juiz na vida das pessoas, especialmente nas varas de família e nos juizados especiais, onde os conflitos extrapolam o aspecto jurídico. Relatou casos emblemáticos que reforçaram sua convicção de que a escuta, a empatia e a busca por soluções construídas em conjunto são fundamentais para pacificar relações e reduzir sofrimentos.
Ao avaliar sua trajetória, afirmou sentir-se plenamente realizado com a carreira e grato por integrar o TJDFT há quase três décadas. “Tem sido uma grande honra fazer parte dessa história. Mais do que um trabalho, a magistratura me permitiu viver uma missão”, concluiu.
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.