Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Investigador, advogado e juiz: Programa História Oral entrevista o juiz Renato Castro Martins

por CS — publicado 04/03/2026

audiodescrição: foto do Juiz Renato Martins e desembargador Roberval Belinati sentados em mobiliário do Memorial TJDFT, durante a gravação do programa.Nesta quarta-feira, 4/3, o 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), desembargador Roberval Belinati, recebeu o juiz Renato Castro Teixeira Martins para mais uma entrevista do Programa História Oral. A gravação foi realizada no Memorial TJDFT, Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte, e integra a iniciativa institucional de preservação da memória do Judiciário do Distrito Federal. 

Casado e pai de dois filhos, o magistrado atualmente está na 19ª vara Cível de Brasília, mas sua carreira passou por atuações na Polícia Civil de São Paulo - seu estado de origem, onde foi investigador. Em seguida, foi advogado e professor universitário até decidir estudar para magistratura. Tomou posse no TJDFT no ano de 2000, com passagens por varas cíveis, tribunais do júri e juizados de competência geral e criminal. Em 2005, foi titularizado na Vara do Tribunal do Júri de Sobradinho. Também foi convocado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde exerceu a função de juiz instrutor e auxiliar dos ministros Paulo de Tarso Sanseverino e Ricardo Cueva 

audiodescrição: juiz Renato Martins sentado, um homem branco, de cabelos grisalhos, terno preto, camisa clara e gravata quadriculada cinza.

Desisti da carreira policial porque me decepcionei muito com a falta de estrutura, a falta de condição de trabalho enfim, me decepcionei com o sistema. Aí eu pedi exoneração e fui trabalhar num escritório de advocacia de um juiz aposentado. Só que quando eu comecei a advogar, eu percebi que eu não servia para a coisa. Eu só conseguia trabalhar com vontade para aquele cliente que tinha razão”, comentou. 

Após três anos de advocacia, ouviu o conselho do dono do escritório e optou por tentar a magistratura. “A gente não pode se dar ao luxo de decidir de maneira diferente porque acha. Não estamos aqui para achar nada, a gente está aqui para aplicar o ordenamento jurídico e precedente judicial é normaEntão, eu acredito que uma das soluções para melhorar um pouco o sistema é observar os precedentes, com rigor e com responsabilidade”, afirmou, durante a entrevista. 

Programa História Oral 

audiodescrição: Fotos de todos os presentes na Gravação do programa História OralO Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT. 

Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na  Página do Memorial  TJDFT.    

A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.