Investigador, advogado e juiz: Programa História Oral entrevista o juiz Renato Castro Martins

Casado e pai de dois filhos, o magistrado atualmente está na 19ª vara Cível de Brasília, mas sua carreira passou por atuações na Polícia Civil de São Paulo - seu estado de origem, onde foi investigador. Em seguida, foi advogado e professor universitário até decidir estudar para magistratura. Tomou posse no TJDFT no ano de 2000, com passagens por varas cíveis, tribunais do júri e juizados de competência geral e criminal. Em 2005, foi titularizado na Vara do Tribunal do Júri de Sobradinho. Também foi convocado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde exerceu a função de juiz instrutor e auxiliar dos ministros Paulo de Tarso Sanseverino e Ricardo Cueva.

“Desisti da carreira policial porque me decepcionei muito com a falta de estrutura, a falta de condição de trabalho, enfim, me decepcionei com o sistema. Aí eu pedi exoneração e fui trabalhar num escritório de advocacia de um juiz aposentado. Só que quando eu comecei a advogar, eu percebi que eu não servia para a coisa. Eu só conseguia trabalhar com vontade para aquele cliente que tinha razão”, comentou.
Após três anos de advocacia, ouviu o conselho do dono do escritório e optou por tentar a magistratura. “A gente não pode se dar ao luxo de decidir de maneira diferente porque acha. Não estamos aqui para achar nada, a gente está aqui para aplicar o ordenamento jurídico e precedente judicial é norma. Então, eu acredito que uma das soluções para melhorar um pouco o sistema é observar os precedentes, com rigor e com responsabilidade”, afirmou, durante a entrevista.
Programa História Oral

Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.