TJDFT divulga entrevista do juiz Paulo Carmona para o Programa História Oral

Paulo Carmona nasceu em Marília/SP, onde viveu a infância e a juventude sob uma educação rígida conduzida pelos pais. Com a mudança dos pais por razões profissionais, passou a morar com a avó para concluir os estudos. Graduou-se em Direito pela PUC/SP, em 1995, instituição na qual também concluiu mestrado e doutorado em Direito Urbanístico, bem como realizou pós-doutorado na Università del Salento, na Itália.
Antes de ingressar na magistratura, atuou como servidor do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, experiência que considera fundamental e marcante pela influência que recebeu do desembargador Alves Bevilacqua, a quem atribui incentivo decisivo para seguir a carreira da magistratura. Aprovado no concurso para juiz do TJDFT, mudou-se para Brasília em 2000.
Ao longo de 25 anos de magistratura, passou por varas de diferentes especialidades, com destaque para a titularização na 3ª Vara Criminal da Ceilândia, onde enfrentou desafios fora de sua área original de especialização.
Durante a entrevista, o magistrado falou ainda sobre momentos desafiadores da carreira, como a condução do caso “Caixa de Pandora”. Em paralelo com a magistratura, Paulo Carmona desenvolveu sólida trajetória acadêmica como professor de Direito Administrativo e Urbanístico.
Em suas reflexões, o entrevistado destaca a importância do Direito Urbanístico no enfrentamento da violência, aponta a desagregação familiar e a falta de investimentos em educação como algumas das causas da criminalidade no país e projeta possíveis impactos futuros da inteligência artificial no Judiciário.
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.