Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

História Oral: juiz Aimar Neres de Matos compartilha experiência de mais de três décadas na Justiça Criminal

por AML — publicado 20/03/2026

Audiodescrição: juiz Aimar Neres de Matos e desembargador Roberval Belinati sentados em poltronas lado a lado posam para foto. Ao fundo, balanças da justiça em metal em cima de armário baixo de madeira escura do acervo do Memorial.O 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), desembargador Roberval Belinati, recebeu nesta sexta-feira, 20/3, no programa História Oral, o juiz Aimar Neres de Matos, titular da 4ª Vara Criminal de Brasília. A conversa percorreu a trajetória pessoal e profissional do magistrado, marcada por mais de três décadas de atuação na Justiça Criminal.

Natural de Teófilo Otoni/MG e oriundo de família simples, estudou em escolas públicas e graduou-se em Direito ainda em sua terra natal. Pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade Católica de Brasília, ingressou no serviço público ainda jovem. Inicialmente, era interessado e estimulado pelo pai a se dedicar à área de exatas, mas encontrou o caminho para o Direito no incentivo de professores e no gosto pela leitura. 

Um aspecto singular de sua trajetória é a sólida experiência no Ministério Público, onde atuou por quatro anos como promotor de Justiça no Estado de Goiás. Ingressou na magistratura do TJDFT em 1998. Essa vivência dupla, segundo o magistrado, contribuiu para uma compreensão mais ampla e equilibrada do sistema de Justiça. “São carreiras muito próximas, ambas voltadas à defesa da sociedade”, afirmou.

Ao longo de mais de 27 anos no TJDFT, o juiz passou por unidades estratégicas, como a Vara de Execuções Penais em período crítico do sistema prisional e a Vara de Entorpecentes. Essas experiências consolidaram sua visão realista e crítica sobre o enfrentamento ao tráfico de drogas. Desde 2017, atua na 4ª Vara Criminal de Brasília, área com a qual sempre se identificou.

Audiodescrição: juiz Aimar Neres de Matos e desembargador Roberval Belinati em pé, lado a lado, acompanhados das pessoas que acompanharam a gravação.Na entrevista, o juiz reafirma o compromisso com a magistratura e com a prestação jurisdicional humanizada. “Continuo exercendo meu trabalho com a mesma disposição de quando ingressei na carreira”, destacou. 

Participaram da gravação: Jovaldo Rodrigues, assessor da 1ª Vice-Presidência do TJDFT; Andrea Leonardo Coimbra, chefe de Gabinete da 1ª Vice-Presidência; Lorena Travaglia, substituta da Secretaria de Gestão da Informação e do Conhecimento (SGIC); Antônio Luís Rodrigues, coordenador de Custódia e Preservação da Memória Institucional (COAMI); Guilherme Guth, gestor substituto (NUAMI); além de Cintia Regina Chew, Alysson Cley Guimarães de Matos, Marco Antônio Coimbra, Renan Lima Barão, Larissa Freire mendes Ferreira e Eliete S. S. Rodrigues Alves.

A entrevista completa será disponibilizada, em breve, no canal do TJDFT no YouTube e a transcrição integra o acervo permanente do Memorial.

Fotos: Rafael Victor 

Programa História Oral       

O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.  

Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na  Página do Memorial  TJDFT.     

A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.     

Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.