Juíza do TJDFT fala sobre o Guia Prático de Enfrentamento à Violência contra a Mulher no Programa Balanço Geral do DF

No programa, a juíza pontua o crescimento nos índices de feminicídios em Brasília, que, em 2025, obteve mais de 23 mil ocorrências e 5.588 homens presos por violência doméstica. A juíza explica que esse crime de ódio não tem início no feminicídio em si, mas em pequenos e até mesmo imperceptíveis atos de violência psicológica, patrimonial e moral que minam a autoestima das mulheres e ressalta a importância de mudança de mentalidade, tanto por parte das mulheres, quanto por parte dos homens, quando aprendem, pela transgeracionalidade, que a violência contra a mulher é algo natural.
Na entrevista, a juíza chama a sociedade à uma reflexão sobre o seu papel na proteção das vítimas e reforça a importância de denunciar os casos de violência doméstica: “Nós, o Estado-Juiz, a Segurança Pública, a assistência social, somos rede de proteção institucional, mas todas as pessoas têm uma rede de proteção familiar ou comunitária. Há muito tempo, a Lei Maria da Penha demanda que essa responsabilidade é de todas as pessoas: é do Estado e é das pessoas”, pontua.
Depois de apresentar os diversos mecanismos utilizados no âmbito do TJDFT, a juíza destaca a função essencial da educação para mudar o quadro endêmico que se apresenta contra a mulher. Nesse aspecto, o Guia Prático de Enfrentamento à Violência contra a Mulher se soma a essas ferramentas oferecidas pelo TJDFT e está disponível em pdf e em formato de audiobook. “Vamos nos informar, porque existe muito conteúdo, existem políticas públicas, e a Justiça nunca trabalhou tanto como agora para dar uma resposta adequada para esses gravíssimos problemas que temos enfrentado”, ressaltou a juíza.