Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

PopRuaJud lança ciclo 2026 com debate plural no CNJ

por AML — publicado 10/03/2026

Audiodescrição: Logomarca da Rede do PopRuaJud 2026 com texto  "Abertura dos trabalhos 2026"O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do Comitê Nacional PopRuaJud e do programa Justiça Plural, deu início ao planejamento das ações da Rede PopRuaJud 2026.  O encontro, com dois dias de duração, 9 e 10/3, foi realizado na sede do CNJ, em Brasília, e reuniu magistrados(as), servidores(as), especialistas e representantes da sociedade civil. A programação transmissão ao vivo pelo canal oficial da instituição no YouTube.

O primeiro dia de trabalhos contou com eventos presenciais: o lançamento do livro “Escritos do Asfalto”, de Samuel Rodrigues, além de uma exposição artística com trabalhos produzidos por pessoas em situação de rua. As ações ressaltam o potencial transformador da cultura, da arte e da narrativa própria como ferramentas de afirmação de direitos.  

Na manhã desta terça-feira, 10/3, os trabalhos foram abertos pelo conselheiro do CNJ e juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Fábio Esteves. Ao cumprimentar a todos, ele fez o reconhecimento ao Dia Internacional das Mulheres saudando as mulheres presentes na mesa.

Audiodescrição: Conselheiro Fábio Esteves fala ao microfone. Atrás dele, um telão com a transmissão do evento. Em referência ao trabalho do PopRuaJud, o conselheiro propôs que o grupo pensasse o planejamento da política sob uma perspectiva filosófica e prática, que valorizam saberes comunitários, espirituais e populares. Nesse sentido, destacou que o PopRuaJud tem potencial transformador ao romper com modelos assistencialistas e paternalistas, substituindo uma lógica de tutela pela compreensão da população de rua como sujeito de direitos. “Estamos a tecer juntos os verbos que conduzirão a transformação de vidas e dignidades”, completou.

Em sua fala, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ),  ressaltou a importância histórica do CNJ na articulação entre Judiciário, movimentos sociais e pessoas em situação de rua. Destacou ainda que a política representa um movimento de saída dos muros institucionais em direção à população vulnerável e exige atuação cooperativa entre todas as instituições. 

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Lélio Bentes, destacou a importância de o órgão integrar o PopRuaJud e atuar de forma humilde e colaborativa na construção de políticas públicas inclusivas. “Não basta dizer que as portas do Judiciário estão abertas; é preciso garantir que todos possam entrar”, declarou.

Maria Sueli Sobral Oliveira, representante do Movimento Nacional Formação de Rua do Estado da Bahia, pontuou  que as mulheres em situação de rua enfrentam violência constante, racismo e perda de direitos, especialmente da maternidade. 

Compuseram também a mesa de abertura, o conselheiro do CNJ, Ulisses Rabaneda; a juíza do Tribunal Federal da 3ª Região (TRF-3) e coordenadora executiva do Comitê Nacional Pop Rua Jud, Luciana Ortiz; a juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT 10) e coordenadora do Justiça Plural,  Adriana Melônio.

Grupos de trabalho

Na sequência, os grupos Comitê Nacional PopRuaJud apresentaram o resultado dos trabalhos de suas respectivas pautas, os desafios para o ano e as ações que serão propostas. Eles estão divididos nos temas: Gestão Político Institucional; Gestão de Dados; Capacitação; Novos Protocolos; Cidadania; Mutirão; Moradia Acessível e Adequada; Empregabilidade; e Crianças, Adolescentes e Jovens em Situação de Rua.

Confira a transmissão do evento: manhã e tarde.