Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Nos passos do avô, juiz auxiliar da 1ª Vice-Presidência é o entrevistado do História Oral

por CS — publicado 26/03/2026

audiodescrição: Juiz Luis Martius Bezerra Junior e desembargador Roberval Belinati na sala de gravação do Memorial TJDFT.Na tarde dessa quarta-feira, 25/3, o presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), desembargador Roberval Belinati, recebeu, para mais uma entrevista do programa História Oral, o juiz auxiliar da 1ª Vice-Presidência, Luis Martius Junior.

Natural de Fortaleza/CE, o magistrado de 52 anos é filho único do engenheiro civil e sanitarista Luis Martius Holanda Bezerra, atualmente com 84 anos, e da professora Maria das Graças Aragão Bezerra, já falecida. Veio com os pais para Brasília ainda criança, em 1977. Aqui se formou em Direito, no UniCeub, casou-se e é pai de dois filhos, uma menina e um menino. 

A carreira profissional foi influenciada pelo avô paterno, magistrado que exerceu a presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará  (TJCE) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) do mesmo estado. “Ser juiz é uma vocação. Eu nunca cogitei fazer outra coisa. Mesmo tendo atuado em outras áreas, eu sabia o que queria desde o começo”, declarou o jurista, que, ao longo da graduação, fez estágios em escritórios de advocacia, na Defensoria Pública do DF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) 

Ingressou no TJDFT em 2001, é juiz de direito titular da 22ª Vara Cível de Brasília, onde é lotado há 14 anos. Mas, antes disso, tomou posse no cargo de técnico judiciário do Tribunal Superior do Trabalho (TST)onde atuou no gabinete do ministro Vantuil Abdala, e no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), para o cargo de juiz substituto, tendo exercido jurisdição na comarca de Alto Paraíso de Goiás, em vara única, com competência geral. 

 Ao relatar sua experiência na Vara de Execuções Penais  e do Tribunal do Júri de Samambaia, Luis Martius Junior contou que testemunhou diversas situações dentro do sistema prisional. “Vi indivíduos que entraram de uma forma e saíram de outra, e outros que permaneceram os mesmos. Acredito firmemente na ressocialização, quando esta se dá através da mudança de valores, que devem estar sempre associados ao trabalho e ao estudo", frisou.

Programa História Oral 

audiodescrição: Foto dos servidores e amigos presentes nos bastidores da gravação do programaO Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.   

Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na  Página do Memorial  TJDFT.      

desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.  

Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.

Palavras-chave
História Oral