Nos passos do avô, juiz auxiliar da 1ª Vice-Presidência é o entrevistado do História Oral

Natural de Fortaleza/CE, o magistrado de 52 anos é filho único do engenheiro civil e sanitarista Luis Martius Holanda Bezerra, atualmente com 84 anos, e da professora Maria das Graças Aragão Bezerra, já falecida. Veio com os pais para Brasília ainda criança, em 1977. Aqui se formou em Direito, no UniCeub, casou-se e é pai de dois filhos, uma menina e um menino.
A carreira profissional foi influenciada pelo avô paterno, magistrado que exerceu a presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) do mesmo estado. “Ser juiz é uma vocação. Eu nunca cogitei fazer outra coisa. Mesmo tendo atuado em outras áreas, eu sabia o que queria desde o começo”, declarou o jurista, que, ao longo da graduação, fez estágios em escritórios de advocacia, na Defensoria Pública do DF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ingressou no TJDFT em 2001, é juiz de direito titular da 22ª Vara Cível de Brasília, onde é lotado há 14 anos. Mas, antes disso, tomou posse no cargo de técnico judiciário do Tribunal Superior do Trabalho (TST), onde atuou no gabinete do ministro Vantuil Abdala, e no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), para o cargo de juiz substituto, tendo exercido jurisdição na comarca de Alto Paraíso de Goiás, em vara única, com competência geral.
Ao relatar sua experiência na Vara de Execuções Penais e do Tribunal do Júri de Samambaia, Luis Martius Junior contou que testemunhou diversas situações dentro do sistema prisional. “Vi indivíduos que entraram de uma forma e saíram de outra, e outros que permaneceram os mesmos. Acredito firmemente na ressocialização, quando esta se dá através da mudança de valores, que devem estar sempre associados ao trabalho e ao estudo", frisou.
Programa História Oral

Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.